Câmara em Pauta E haja pardais!
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E haja pardais!


O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran) não para de aumentar sua arrecadação. E haja pardais! O argumento é sempre que com a fiscalização eletrônica são reduzidos os números da violência no trânsito. Mas não é isso que vemos. Os acidentes continuam sendo uma constante. A política de redução de acidentes limitou-se a punir o contribuinte?

Recentemente, distintos veículos fizeram denúncias sobre as empresas que fraudavam licitações para instalar mais pardais na cidade. O tema polêmico sequer foi abordado na Câmara Legislativa. Com isso, o portal Câmara em Pauta foi saber a opinião dos deputados se não seria mais eficaz realizar campanhas educativas, ao invés de, apenas, atacar o bolso da população.

Para o deputado Chico Leite (PT), é necessário que haja uma tática de trabalho que envolva a educação, e também acredita que a punição para infratores, é válida desde que não se torne uma indústria de multas. “O problema é que se tem dado mais atenção, às formas de sanção que às de educação. O problema são as sanções se transformarem em formas de arrecadação, ao invés de serem instrumentos pra salvar vidas”, afirmou.

Já o deputado Agaciel Maia (PTC) se posicionou contra a instalação de novos pardais. “Sou contra esse sistema, as estatísticas mostram que essa máquina de fazer dinheiro, não resolveu o problema da violência no trânsito”, disse. O distrital ainda acredita que não é multando, ou “escondendo pardal atrás de árvores”, que o problema será resolvido. “A política de conscientização da população é muito mais eficaz. Se a montanha de dinheiro que é arrecada pelas multas fosse transformada em alguma coisa útil, se justificaria, mas não é que acontece”, justificou.

“Estão instalando pardais pra todos os lados. Nós todos estamos até agora, de braços cruzados, vendo só falar que vai aumentar o número de pardais sem a apresentação de nenhum estudo”, disse a deputada Eliana Pedrosa (DEM). A distrital ainda diz estar preocupada por achar o fato muito grave. “Sou radicalmente contra essa proliferação de pardais e barreiras eletrônicas. Fica muito mais latente o caráter arrecadatório, do que um caráter educativo.”, explicou.A deputada fotografou recentemente um pardal móvel montado numa avenida da cidade, que segundo ela é proibido por lei.

Para o deputado Olair Francisco (PTdoB), a educação é a melhor forma de prevenir acidentes de trânsito. “Eu particularmente não abro mão das campanhas educativas. A gente tem que ter mais estudos sobre o assunto. Por que se coloca um pardal em vez de barreira eletrônica? Por qual motivo se coloca um pardal, e por que tem que ser escondido?”, questiona Olair.

Liliane Roriz (PRTB) também crê que é por meio de campanhas que os índices de violência se diminuirão. “Eu acho que desde a escola, as pessoas devem aprender a respeitar a velocidade e os pedestres. Não é impondo pagamento de uma multa injusta”, acredita. Liliane acha que deve haver mais tolerância na questão. “Eu fui multada. Passei acima da velocidade porque estava preocupada para pegar minha filha, o limite era 60 km, e eu passei a 70 km”, revela.

Brasília já se mostrou ser um exemplo com campanhas educativas eficazes. A cidade é referência no país em relação ao respeito às faixas de pedestres. A campanha exitosa disseminou uma nova cultura na cidade que vigora há anos, e que a população assimilou exemplarmente. Não seria interessante aplicar o mesmo modelo de educação na velocidade do trânsito, começando na escola ensinando as crianças mais esse valor de cidadania?

Foto> Assessoria da deputada Eliana Pedrosa

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