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Ginecologista chama residentes de nojentas e fedidas

Postado por Simone de Moraes

19/09/2018 17:13


Crédito:

Médico pode ser acusado de assédio moral após chamar residentes médicas de fedidas e nojentas. Igor Aquino Moreira, ginecologista no Hospital Odilon Behrens, já é alvo de investigação interna do próprio hospital após postagens em uma rede social de cunho machista e preconceituoso.

Numa das postagens que data de 13 de setembro ele diz que médicas residentes que defendem ideias feministas são “nojentas e fedidas”. Na mesma postagem ele diz que “pais feios produzem feministas ou viradinhos enrustidos”. E completa: “se você é feia, não culpe os homens, não culpe sua colega linda, culpe seu pai, o homem feio que comeu a sua mãe feia e produziu uma pessoa feia”.

Em outra postagem publicada na sequência, Igor Aquino Moreira diz: “As mulheres brasileiras de bem, aquelas que não foram vítimas de violência sexual, aquelas que não foram agredidas ou abandonadas pelo pai, aquelas que não foram agredidas pelo marido, aquelas que não tem filho bandido nem filha aborteira, irão votar no Bolsonaro”.

As publicações e a postura do ginecologista revoltaram colegas de trabalho, que procuraram a Rádio Itatiaia para denunciar o caso.

A reportagem entrou em contato com o médico, que manifestou-se por meio de uma carta. Ele pediu desculpas pelos comentários desrespeitosos sobre as mulheres.

Ele argumentou ainda que desde 2014 assumiu sua postura política de direita. Desde então, vem sendo monitorado e desrespeitado pela esquerda militante. O ginecologista alega ainda que seus atos se restringem à vida privada, que suas preferências políticas nunca interferiram na sua atuação profissional e que nunca recebeu reclamação de suas pacientes – algumas se tornaram suas amigas.

Igor Aquino Moreira encerra pedindo mais uma vez desculpas e dizendo que fez seus atos no calor da emoção.

A Itatiaia entrou em contato com o Hospital Odilon Behrens que disse lamentar o ocorrido e repudiar qualquer ato de desrespeito, preconceito e incitação à violência. A nota diz ainda que a direção do hospital está atenta ao caso e tomará todas as medidas legais cabíveis após apuração.

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