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TITULO DA CAMPANHA

Sem nenhum pudor

Postado por Simone de Moraes

1/07/2011 16:34


Crédito:

Os deputados distritais continuam manobrando sem o menor pudor, para aprovarem a emenda do deputado Raad Mansur, ao projeto de lei do deputado Chico Vigilante, que determina que instalação de postos de combustíveis em supermercados no Distrito Federal, só para novas construções.  Ontem eles deram mais uma demonstração de como foi poderoso o lobby feito pelos empresários donos de postos de gasolina na Câmara Legislativa. Mesmo com o parecer favorável dos técnicos da Casa, de que a emenda precisa de 13 votos para ser aprovada, segundo o voto proferido pelo relator Olair Francisco, na última terça-feira, os deputados Aylton Gomes (PR) e Wellington Luiz (PSC) pediram “mais tempo” para analisar a questão.

A manobra foi tão sem disfarce, que ontem (dia 30), com a ausência na CCJ do relator da emenda Olair Francisco, que estava na Casa, mas não compareceu a reunião, a sua suplente na CCJ. deputada Celina Leão, foi convocada as pressas, para substitui-lo. A polêmica se instaurou, pois eles queriam que a deputada Celina votasse no lugar de Olair após ele ter lido seu voto na última terça.  O combinado encomendado foi que Celina Leão votaria contra o parecer do relator Olair Francisco, que na visão de Aylton Gomes e Wellington Luiz, não havia proferido seu voto, mas “apenas uma intenção de voto.

Também quem andou por lá para dar uma forcinha na manobra, foi o deputado Cristiano Araújo, que para provar sua tese de que o relator Olair Francisco não tinha proferido seu voto, andou falando grosso com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Chico Leite, que solicitou um estudo da procuradoria da Câmara para saber se o voto de Olair valeu ou não, embora tenha defendido na reunião da CCJ que o voto do relator Olair foi proferido e que seria muito grave destituir a posição do relator simplesmente porque os colegas não concordaram com a sua posição.  A decisão foi adiada para próxima reunião da CCJ, em agosto, mas a continuar a pressão dos lobistas na Câmara, e bem capaz deles esqueceram que já votaram o projeto no Plenário, e peçam nova votação.

(Foto: Silvio Abdon/CLDF)

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