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Deputados na rede

Postado por Simone de Moraes

24/05/2011 19:54


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Em plena era da internet, boa parte das pessoas ainda não se deu conta do poder que possuem nas mãos, com as redes sociais. Antes, quando apenas existiam mídias unilaterais, como a televisão, por exemplo, os cidadãos, só podiam ser receptores das mensagens. E o conteúdo que seria transmitido, partia de uma fonte hegemônica de poder, que facilmente, manipulava o senso crítico dos desavisados.

Hoje, os tempos são outros, cada um pode ser sua própria emissora, seja de TV, rádio, ter um portal, blog, enfim, inúmeras formas de comunicação. Os cidadãos que, passivamente, recebiam o conteúdo das fontes, passaram a ser, simultaneamente, receptores e emissores de mensagens, com um alcance, praticamente, ilimitado de divulgação.

Na Câmara Legislativa do DF, apenas o portal faz a divulgação dos trabalhos da Casa, mas Priscila Mesquita, coordenadora de Comunicação Social da Câmara Legislativa, explica que essa situação é provisória. “Existe um projeto sendo desenvolvido especificamente para redes sociais. Ele será implementado junto com o novo portal, em aproximadamente quatro meses”, afirmou.

No campo pessoal, é necessário que cada indivíduo, tenha consciência que, o que é exposto na rede, pode tomar dimensões inesperadas, até passíveis de processos judiciais. Há quem diga que certas profissões podem ter mais liberdade para se expor, que outras, como delegados, advogados, e parlamentares.

Para o deputado Israel Batista (PDT), que utiliza Orkut, Facebook, Twitter, Youtube, Flickr e Formspring, a utilização das redes sociais é fundamental para o mandato e ajuda a estreitar o contato com os eleitores que, em sua maioria, são jovens e, portanto, estão na internet. “A consequência disso é receber a resposta imediata que acontece na rede, tanto no apoio como nas críticas. E, de certa forma, isso amadureceu o processo político, que precisou se reinventar e mudar o comportamento no ambiente virtual para uma aproximação real com o cidadão”, afirmou.

As redes sociais têm a capacidade de escancarar a privacidade do usuário, cada perfil pode ter um caráter mais profissional ou mais pessoal. Para o deputado Wasny de Roure (PT), perfis públicos de parlamentares devem estar adequados a seriedade que o mandato exige. “O parlamentar deve ter uma postura responsável e consequente tendo em vista, acima de tudo o interesse público. Quando um deputado disponibiliza um perfil, o objetivo é fazer uma interação a partir da atividade política, não pessoal”, avalia. Fica a critério do “Facebook” trocar sua privacidade, por popularidade e visibilidade, e se deparar com as conseqüências de uma superexposição.

A maioria dos deputados na Câmara fazem parte das principais redes sociais, só que não lidam tirando o máximo que elas podem oferecer. Muitos perfis, visivelmente, estão sem atualização, parados a muito tempo, e contendo publicações que expõem a intimidade, chegando a beirar o ridículo. Mas é claro, que cada um se responsabiliza pela postura que toma.

A deputada distrital Celina Leão (PMN) utiliza as redes sociais como meio de se comunicar com os cidadãos do Distrito Federal. O Twitter da deputada é atualizado por ela própria, que faz questão de emitir suas opiniões sobre os mais diversos temas de relevância para a população, além de servir, ainda, como meio de divulgação de seus projetos, audiências públicas, sessões solenes e os trabalhos legislativos. Há um gerenciamento da equipe de comunicação da parlamentar com maior ação no Orkut e Facebook. Todo o trabalho da deputada é, ainda, divulgado em seu site oficial.

“A internet é um canal dos mais importantes para que nós, políticos, possamos interagir com os cidadãos. Muitos são meus eleitores, outros sequer me conheciam, mas todos têm acesso rápido sobre o que estou fazendo”, disse Celina. Para a distrital a utilização das redes é uma oportunidade, para que a população acompanhe sua atuação como deputada. “As pessoas têm sim que fiscalizar o que o deputado está fazendo, como está atuando, o que pensa, se realmente está representando o povo”, enfatiza Celina.

Redes sociais, como Facebook e Twitter, há muito, deixaram o patamar de passatempo, para se tornarem verdadeiras ferramentas da sociedade pós-moderna. Porém, nem todos conseguem vislumbrar com clareza, este potencial de comunicação. Na política, se cada representante do povo, fizesse uso do artifício, encurtaria o canal entre eleitores e afins. Resta aos deputados se ajustarem a essa nova forma de se fazer política.

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