O Corpo de Bombeiros conteve, com três barreiras, a mancha de óleo que apareceu na manhã desta quinta-feira (17) no lago Paranoá, e teria tido origem em uma caldeira do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) em Brasília, segundo o presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), Nilson Martorelli. A multa pode chegar a R$ 800 mil, dependendo da área atingida, de acordo com o informações do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).
O Secretário de Saúde, Rafael Barbosa, diz achar pouco provável o óleo ter origem no hospital pela extensão do vazamento. “Naquela região tem muitas obras de recapeamento que podem ter provocado o dano. Ainda estamos esperando um laudo da área ambiental para chegar a uma conclusão”, afirma.
Danos – Um grupo composto por bombeiros, técnicos do Ibram, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Petrobras, da Polícia Ambiental e da Marinha vai estudar como remover o material da água. Uma análise do superintendente de Licenciamento e Fiscalização do Ibram, Aldo Fernandes, que leva em conta resíduos em micropartículas, prevê que o óleo pode levar até 15 anos para ser totalmente retirado.
O vazamento chegou até próximo à Concha Acústica de Brasília, mas o cálculo preciso da área atingida ainda não foi feito. Segundo os bombeiros, não há registro de peixes mortos pelo óleo e a mancha é superficial, o que torna sua remoção mais fácil. Inicialmente o objetivo é estancar qualquer dano ambiental, e isso vai gerar um relatório de impacto ambiental e as providências serão tomadas. Agora, o importante é conter o dano", acrescentou o superintendente do Ibama no DF, Luiz Eduardo Nunes.
Ele explicou também que a Petrobras foi chamada porque tem conhecimento da área para fazer a remoção. Ainda segundo Nunes, este não é o primeiro vazamento de óleo no Paranoá, mas é um dos mais expressivos. O delegado-chefe da Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema), Ivan Dantas, afirmou que a polícia vai esperar os laudos técnicos dos órgãos responsáveis para investigar a responsabilidade pelo surgimento da mancha.
As informações são do Uol, G1 e Correio Braziliense.