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Eu tenho a tribuna. Eu posso pregar o que eu bem entender na tribuna, diz Bolsonaro

Postado por Simone de Moraes

26/11/2011 16:18


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O Ministério da Educação desmentiu na sexta (25) as declarações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre a intenção da pasta em criar um novo “kit gay”. No mesmo dia,  a liderança do PT na Câmara dos Deputados anunciou que vai enviar uma representação ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa para pedir a cassação do deputado.

Essa nova polêmica em torno do destemperado deputado começou após declarações preconceituosas contra o Ministério da Educação e a Presidenta Dilma, feitas no plenário da Câmara na quinta (24). O deputado insinuou que a presidenta seria homossexual sugerindo que ela assumisse e pedindo explicações dos motivos para defender as políticas contra a homofobia.

O MEC nega que esteja nos planos a produção do chamado “kit-gay”, alegando que Bolsonaro estaria mentindo, inclusive quanto à hipótese de desentendimento entre o ministro Fernando Haddad e a presidenta Dilma Rousseff, por conta do tão falado kit anti homofobia. O material de combate à homofobia seria distribuído a alunos das escolas públicas do país.

Cassação – O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), afirmou que se trata de um caso grave e merece a análise da Casa para a cassação do mandato de Bolsonaro, que é reincidente. Já Rui Falcão, presidente nacional do PT, repudiou através de nota as declarações de Bolsonaro contra Dilma, classificando como desrespeito.

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) foi além, afirmando que o deputado passou dos limites e seu comportamento indica evidências de distúrbio psíquico. “Ele tem uma fixação em temas relacionados à orientação sexual que não é supostamente a dele e chega e beirar um quadro clínico. Nos deixa imaginar que tem algo mal resolvido nesta área, possivelmente necessita de tratamento clínico”, disse Ferro.

Inviolável – Sobre o assunto, Bolsonaro declarou que pode falar o que quiser. “Eu tenho a tribuna. Eu posso pregar o que eu bem entender na tribuna. O artigo 53 [da Constituição] diz que sou inviolável. Eu não ofendi ninguém. Não pretendo ofender. Eu não penso nada [sobre a orientação sexual da presidenta Dilma Rousseff]. Quero saber do caso de amor que ela tem com o grupo LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e transexuais]. Quero que ela explique o caso de amor porque o kit gay continua aí”, declarou.

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