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Distritais trocam de legenda 10 meses após a posse

Postado por Simone de Moraes

30/10/2011 21:42



Do Correio Braziliense – Ricardo Taffner – A dança de cadeiras tem se tornado rotina na Câmara Legislativa. Apenas 10 meses após a posse, deputados trocam de legenda e entram ou deixam a base governista, mudando a configuração de poder na Casa. Nos últimos dias, dois novos partidos começaram a ganhar força no Legislativo local: PSD e PPL. As três deputadas que se apresentam como opositoras na Câmara — Eliana Pedrosa, Celina Leão e Liliane Roriz — e Washington Mesquita estão no Partido Social Democrático.

A legenda foi criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e é liderada no DF pelo ex-governador Rogério Rosso. Oficialmente, a sigla ainda não tem orientação política na capital da República, mesmo que no campo federal esteja mais alinhada ao governo petista de Dilma Rousseff. Por outro lado, com promessa de ser aliado do PMDB na base do GDF, o Partido da Pátria Livre anunciou na sexta-feira a filiação de Wellington Luiz e deve fazer mais dois anúncios parecidos na próxima semana. Um deles pode ser o do delegado Dr. Michel, atual vice-presidente da Câmara Legislativa.

Quem deixou a base recentemente foi o distrital Aylton Gomes (PR). Desde o início do ano, os membros do partido divergem sobre a posição do grupo. O presidente regional do PR, deputado federal Izalci Lucas, defende o afastamento do governo. “O PR é oficialmente de oposição, mas alguns membros têm negociado cargos e se mantido na base”, diz Izalci. O secretário do Entorno, bispo Renato Andrade, e o deputado Ronaldo Fonseca defendem a aliança com Agnelo.

Raad Massouh (DEM), por sua vez, único sobrevivente do Democratas na Casa, resolveu deixar o bloco formado pelos colegas do PSD para se manter na “independência”. “No que for bom para Brasília, apoio o governo, mas não tenho nenhuma obrigação com ele. Assumo a liderança do DEM para fazer um serviço maior”, afirma.

Apesar de opositores e independentes serem minoria, o governo tem tido problemas em diversos momentos. No dia 20, Chico Vigilante (PT) se revoltou com a postura de alguns colegas que decidiram obstruir a votação de projetos do Executivo. “Essa é uma base invisível? Acertamos a pauta de votação e acontece esse papelão?”, questionou.

Outro problema está com a bancada da segurança. Os distritais da área — Wellington Luiz, Cláudio Abrantes (PPS) e Dr. Michel (PSL) — prometem não votar nada do GDF enquanto não houver o atendimento de acordos feitos no início do ano com os policiais civis. (RT)

Cenário

Veja como andam a relação das legendas com o GDF e a nova configuração partidária na Câmara Legislativa.

 

PTB

Apesar de manter a independência na campanha de 2010, aderiu à base após a eleição, mas só foi contemplado da forma como queria depois da nomeação de Cristiano Araújo para a Secretaria de Ciência e Tecnologia.

PR

Oficialmente, o partido é de oposição ao governo, mas apenas o distrital Aylton Gomes declarou independência. Os deputados federais Ronaldo Fonseca e o bispo Renato estão alinhados com o governo.

PSL, PPS e PPL

Os distritais das siglas, Dr. Michel, Cláudio Abrantes e Wellington Luiz, são da base, mas integram a bancada da segurança e estão estremecidos com o governo devido à falta de cumprimento de acordos com os policiais civis.

PDT

Partido rachado. A Executiva anunciou a saída da base, mas o distrital Israel Batista se mantém ligado ao governo, inclusive com cargos indicados no GDF.

PP, PMDB, PRB, PSB, PTdoB e PTC

Base governista. No entanto, o Executivo precisa manter uma negociação permanente de questões pontuais para mantê-los próximos.

PSD

O partido recém-criado se diz independente, mas as distritais Celina Leão, Eliana Pedrosa e Liliane Roriz se apresentam como oposição.

DEM e PSDB

Teoricamente de oposição, as legendas possuem membros ligados ao governo.

PPL

O Partido da Pátria Livre é comandado em Brasília pelo diretor do DFTrans, Marco Campanella, e acaba de receber oficialmente o distrital Wellington Luiz. Na próxima semana, mais dois deputados devem anunciar a migração para a legenda.

As cadeiras

Veja o que mudou desde o início da atual legislatura

Sigla – Eleição 2010 – Atual

PT – 5 – 5

PSD – 0 – 4

PMDB – 2 – 2

PPS – 2 – 2

DEM – 2 – 1

PDT – 1 – 1

PP – 1 – 1

PR – 1 – 1

PRB – 1 – 1

PSB – 1 – 1

PSL – 1 – 1

PTB – 1 – 1

PTC – 1 – 1

PTdoB – 1 – 1

PPL – 0 – 1

PMN – 1 – 0

PRTB – 1 – 0

PSC – 1 – 0

PSDB – 1 – 0

 

Total de partidos – 17 – 15

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