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Brasileiros nos EUA repudiam manifestações antidemocráticas no Brasil

Postado por Ana Alakija

7/09/2021 17:56


Crédito:

Ana Alakija

De Boston––Brasileiros e brasileiras democratas residentes nos Estados Unidos repudiaram as manifestações antidemocráticas que aconteceram hoje pela manhã em algumas cidades do país tropical, no dia em que o país tropical comemora a sua Independência.

As manifestações tidas como golpistas aconteceram especialmente em Brasília e em São Paulo e tiveram a participação e apoio do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro.

Através das mídias sociais e organizados em uma rede de solidariedade pela democracia e da qual também fazem parte ativistas e acadêmicos americanos (USNDB), os brasileiros democratas soltaram uma nota intitulada “Que a Esplanada não seja o Novo Capitólio”, referindo-se ao episódio de janeiro deste ano, quando apoiadores de Donald Trump, que não aceitaram a não re-eleição dele, invadiram o prédio do Congresso norte-americano, incentivado pelo próprio então presidente.

Nós, da Rede dos Estados Unidos pela Democracia do Brasil (@democracybrazil), que assistimos a invasão do Capitólio nos Estados Unidos, repudiamos a tentativa golpista do Bolsonaro de, no dia 7 de setembro, reproduzir o que aconteceu nos EUA. Como uma forma de mostrar a nossa solidariedade, lembramos a história de resistência e luta do povo brasileiro que está muito além da Declaração Independência e que está comprometida com um Brasil justo e igual, diz parte da nota.

A rede de brasileiros também postou e distribuiu um vídeo (ver abaixo) em duas versões, uma em inglês e outra em português. No vídeo,  os democratas constroem uma narrativa sobre a Independência do Brasil que se opõe a que os apoiadores do governo Bolsonaro comemoraram hoje, em sua data magna.

Outras nações

Uma newsletter  assinada por líderes, diplomatas e políticos democratas de diversas nações também está circulando como um alarme sobre uma insurreição anunciada  “que colocará em risco a democracia no Brasil.” Assinam a carta membros e líderes do parlamento europeu e de governos dos Estados Unidos e de diversos países latino-americanos, laureados,  intelectuais e cientistas como: o ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o ex-presidente do Paraguai Fernando Lugo, premio Nobel Adolfo Perez,  cientista Noam Chomsky, Celso Amorim,  .

Na carta, signatarios alardeiam que “No momento, o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados – incluindo grupos de supremacia branca, polícia militar e funcionários públicos em todos os níveis do governo – estão preparando uma marcha nacional contra a Suprema Corte e o Congresso em 7 de setembro, alimentando temores de um golpe na terceira maior democracia do mundo”.

A carta historiciza que “O presidente Bolsonaro intensificou seus ataques às instituições democráticas do Brasil nas últimas semanas. No dia 10 de agosto, dirigiu desfile militar inédito pela capital Brasília,
enquanto seus aliados no Congresso promoviam reformas abrangentes no sistema eleitoral do país, amplamente considerado um dos mais confiáveis ​​do mundo. Bolsonaro e seu governo ameaçaram – várias vezes – cancelar as eleições presidenciais de 2022 se o Congresso não aprovar essas reformas. Agora, Bolsonaro convoca seus seguidores para viajarem a Brasília no 7 de setembro em um ato de intimidação às instituições democráticas do país. De acordo com uma mensagem transmitida pelo presidente em 21 de agosto, a marcha é a preparação para um “contra-golpe necessário” contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal”.

Como previsto, As manifestações golpistas no Brasil se confirmaram. Em Brasîlia, o presidente participou pessoalmente das manifestação antidemocrática (esvaziada) e proferiu discurso golpista, anunciando uma reunião do Conselho Nacional amanhã para definir os destinos do país por conta de uma crise política entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário fabricada por ele próprio. Em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro repetiu a receita da capital brasiliense, desafiou o STF e insultou os ministros.

 

 

 

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