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TITULO DA CAMPANHA

…e o Collor tinha razão! (Ou o Prevaricador Geral da República)

Postado por Simone de Moraes

9/07/2012 0:13


Crédito: Ant

O site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim divulgou neste domingo (08) um documento inédito (aqui) da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, que mostra conversas entre o araponga Idalberto Matias, o Dadá  e o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), falando sobre o Procurador Geral da República Roberto Gurgel. Também são citados no documento o ex-senador Alberto Fraga, do DEM, e os jornalistas Edson Santos “Sombra” e (Etel)Mino Pedrosa. Vale lembrar ainda que recentemente o deputado prometeu processar o Paulo Henrique (+aqui).

Gostaríamos, antes de entrar na história, de lembrar que os leitores que acompanham este Portal já viram por aqui algumas citações sobre fatos que têm sido tratados como novidade, como um possível envolvimento de Gurgel e Francischini com o grupo de Carlos Augusto Ramos o Carlinhos Cachoeira, o envolvimento de jornalistas com parlamentares e políticos para derrubar o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz.

Também não podemos deixar de dizer que este Portal foi o primeiro a ousar defender um não envolvimento de Agnelo com o esquema de Cachoeira, muito antes da ida dele à CPMI, mostrando por diversas vezes que havia indícios de que uma campanha para a derrubada de Agnelo envolvia também o vice governador, Tadeu Filipelli (PMDB) (+aqui). Vejamos a seguir.

Collor X Gurgel – Logo no início da Comissão Parlamentar de Inquérito, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) fez um requerimento para a CPMI do Cachoeira ouvir o procurador Geral da República, Roberto Gurgel, para apurar um possível elo entre ele e o esquema de Carlinhos Cachoeira. Collor disse que Gurgel prevaricou, mas o procurador foi blindado e só precisou responder por escrito e as respostas não satisfizeram o senador (+aqui, aqui e aqui). Este Portal publica agora pela segunda vez a análise de que Collor tinha razão e Gurgel Prevaricou (+aqui).

No dia primeiro de abril, este Portal publicou uma matéria denunciando que Gurgel sabia do envolvimento do senador Demóstenes Torres (Sem Partido- GO) desde 2009 e não abriu inquérito (+aqui). Depois disto, falamos mais uma vez sobre a ciência de Gurgel do envolvimento de parlamentares com o contraventor (+aqui). Continuamos batendo nesta tecla e no dia 13 de maio, este Portal publicou matéria falando sobre o motivo pelo qual Gurgel e a esposa, a subprocuradora Cláudia Sampaio, não gostariam de depor à CPMI (+aqui). Apenas para não passar em branco, lembramos que o Em Pauta questionou a justificativa de Gurgel para as críticas contra ele ter sido o Mensalão (+aqui), mesmo discurso da Veja, aliás (+aqui). Ainda sobre isto, fizemos até uma paródia de um poema de Drummond, sobre o senhor procurador, onde questionamos: E agora, Gurgel? (+aqui)

Gurgel e Francischini – Outra bola que levantamos foi o fato de Gurgel e do deputado federal Fernando Francischini terem sido citados nas investigações da Polícia Federal, mas o procurador poderia ser o acusador do caso e o deputado era membro da CPMI (+aqui). Sobre Gurgel, aliás, apesar de o site Brasil 247 indicar ser a primeira vez que aparece um documento em, que ele é citado, lembramos que existe o famoso apenso 07, vazado, aliás, pelo próprio site (+aqui e aqui).

Já sobre Francischini, aliás, falamos mais de uma vez sobre o fato de haver indícios de que ele estaria envolvido na trama, ainda que fosse como vítima, o que poderia impedi-lo de participar da CPMI como membro (+aqui). Também falamos sobre a contumácia dos ataques do deputado a Agnelo e chegamos a citar que, no depoimento do governador Agnelo, o Tigrão virou Tchutchuca (+aqui).

Francischini X Agnelo – Já falamos em matérias anteriores sobre as possíveis intenções de Francischini de mudar o domicílio eleitoral para concorrer ao Buriti em 2014, sobre as denúncias da deputada distrital Celina Leão (PSD) que tinham o aval do deputado (+aqui). Logo que saiu a notícia de que Agnelo não era o “Zero Um”, divulgamos (+aqui) e em seguida falamos sobre o vazamento seletivo das informações por parte da mídia (+aqui e aqui) e sobre os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa, que estariam sendo pagos para derrubar o governador em favor do vice Filipelli (+aqui).

Os grampos que teriam sido feitos contra Francischini e que quase se tornaram CPI na Câmara Legislativa do DF pelas mãos de Celina (+aqui), aliás, foram denunciados onde? Na revista Veja. Coincidência?

Engrenagem – Ao que parece, com a queda de Cachoeira, a engrenagem que funcionava bem até então enferrujou, mas o nível de organização do esquema é no mínimo impressionante. O contraventor conseguiu recrutar um verdadeiro exército, aparelhado pelo estado e fortificado pelo dinheiro de agentes privados, como a construtora Delta (+aqui) e a Revista Veja (+aqui, aqui e aqui).

Também não nos furtamos de lembrar que no dia 30 de março, falamos que ainda havia muita sujeira embaixo desse tapete e que Cachoeira era a ponta de um imenso iceberg e nós esperamos que esse Titanic de corrupção afunde completamente, sem deixar para o povo brasileiro nenhuma consequência nefasta de sua passagem (+aqui).


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