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Erika denuncia agressão contra manifestantes na Câmara

Postado por Simone de Moraes

23/03/2012 16:20


Crédito:

 

 

A deputada Erika Kokay (PT-DF) encaminhou ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), nesta quinta-feira (22), solicitando a apuração rigorosa de um fato grave ocorrido ontem, quando um grupo de mulheres teria sofrido agressões por parte de seguranças da Casa durante um ato contra a medida provisória (MP 557) que institui o cadastro nacional de gestantes.

O ato de protesto contra a MP – considerada violadora dos direitos das mulheres por entidades feministas e de direitos humanos – acontecia no Salão Verde.

"Entendo que este Parlamento é o chão da democracia e, portanto, não pode calar as vozes que se fazem aqui ecoar em defesa de seus direitos. A Casa do Povo não pode ser palco de agressões e violências e precisa estar sempre aberta ao diálogo", afirmou Erika.

Apoio ao movimento de mulheres

As deputadas Erika Kokay e Janete Pietá (PT-SP) – coordenadora da bancada feminina na Câmara – enviaram, também nesta quinta-feira, uma carta em apoio ao movimento “Meu corpo, meu território!”.

Leia na íntegra:

 

Vimos lamentar profundamente a agressão impingida por seguranças da Câmara dos Deputados a um grupo de mulheres que se manifestavam nessa terça-feira contra a medida provisória que institui o cadastro nacional de gestantes (MP 557).

      Consideramos inaceitável que o Parlamento, chão da democracia, tenha sido palco de um episódio tão revoltante, justamente no mês em que comemoramos o Dia Internacional da Mulher e os avanços obtidos pela luta incansável das mulheres em busca de seus direitos.

       Encaminhamos hoje ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, um ofício solicitando providências rigorosas para apurar as responsabilidades dos fatos, o qual anexamos a esta carta. Entendemos que o Parlamento jamais pode calar vozes que buscam defender seus direitos.

   Na oportunidade, manifestamos o nosso apoio integral ao movimento “Meu corpo, meu território!” O arbitrário não pode querer entrar no ventre e nas mentes. Conforme está formulada, a MP é um retrocesso nos direitos das mulheres deste país.

  Prestamos, portanto, a nossa solidariedade às mulheres que, lamentavelmente, foram agredidas na Câmara dos Deputados e repudiamos veementemente que tão justa e democrática manifestação tenha sido alvo de violência.

 

Deputada federal Erika Kokay (PT-DF)

Vice-Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

 

Deputada federal Janete Pietá (PT-SP)

                                                                              Coordenadora da Bancada Feminina

 

Foto Agência Câmara

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