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Revista Veja publica depoimento de João Dias à Polícia

Postado por Simone de Moraes

8/12/2011 22:51


A revista Veja publicou em seu site uma reprodução da íntegra do depoimento do Ex-PM João Dias Ferreira, prestado ontem na 5 Delegacia de Polícia. Na tarde de ontem, o ex-PM, delator do suposto esquema de corrupção no Ministério dos Esportes foi preso ao invadir o Palácio do Buriti, agredir duas mulheres e um Policial e jogar dinheiro na cara do Secretário de Governo Paulo Tadeu.

A Veja afirma que as declarações atingem o secretário Paulo Tadeu(PT) e o chefe da Casa Militar, Rogério Leão e que “mostram que a lógica promíscua que regia os governos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda não se extinguiu. Apenas trocou de mãos”(sic). No depoimento publicado consta ainda que o delator contou em detalhes o esquema de arrecadação de dinheiro para o caixa dois da eleição do ano passado.

Depoimento à polícia – Em seu depoimento na delegacia, Dias afirmou que causou o tumulto no Buriti, ao tentar devolver 200.000 reais que, teriam sido oferecidos por pessoas ligadas a Paulo Tadeu, para que ele ficasse calado.

O delator afirmou que os emissários do dinheiro teriam sido o irmão de Paulo Tadeu e a chefe de gabinete do secretário, que o teriam procurado em casa no domingo (03), a mando de Paulo Tadeu. Segundo ele, a proposta não foi aceita, mas na manhã de segunda (04) ele encontrou uma pasta com o dinheiro, e decidiu ir ao Palácio devolver.

Afirmou também que Tadeu teria feito um acordo com um doleiro e um policial civil ligados ao ex-governador Paulo Octávio, combinando que o doleiro faria nomeações na DF Trans e no BRB Seguros, em gtroca de R$ 500 mil. Rogério Leão teria testemunhado o acordo, que não teria sido cumprido, segundo o depoimento, e que resultou em um tumulto numa padaria, quando os grupos do doleiro e do governo se encontraram.  Outro acordo teria sido feito com o doleiro, para controlar a troca da iluminação pública, e a construção de garagens subterrâneas em Brasília.

O depoimento de João Dias também trata da mudança de postura de Daniel Tavares, ex-lobista da União química que acusava Agnelo de ter cobrado propina mas voltou atrás. O ex-PM conta ter recebido 250.000 reais do corenel Leão, e que deveria repassar o dinheiro a Tavares.

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