Câmara em Pauta Deputados distritais apelam para isonomia entre as regiões do DF em medidas de isolamento
Share on facebook
Compartilhar
Share on twitter
Tweetar

Deputados distritais apelam para isonomia entre as regiões do DF em medidas de isolamento

Em sessão extraordinária remota nesta quarta-feira (10), diversos deputados criticaram a falta de isonomia na adoção de medidas de isolamento social nas regiões do DF em virtude da pandemia do coronavírus. O deputado Chico Vigilante (PT) considerou correto o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais em Ceilândia, Sol Nascente e Estrutural desde o início desta semana para conter o avanço da Covid-19, mas criticou a retomada, a partir de amanhã (11), do Eixão do Lazer e a extensão do modelo à W3 Sul, isto é, com as vias liberadas exclusivamente para pedestres e ciclistas aos domingos e feriados. “Qual é a lógica dessa abertura de áreas para lazer?”, questionou. “Não podemos brincar porque o coronavírus mata”, alertou.

Do mesmo modo, a deputada Arlete Sampaio (PT) entende que, ao abrir o Eixão e a W3 para lazer, o governo sinaliza para a população que “está tudo bem”, sendo que, ao contrário, o DF caminha para a piora do quadro de contaminação. Na avaliação de Arlete, o GDF começou “bem”, ao adotar as medidas de isolamento social, mas foi “desmoralizado” pelo presidente da República, que desrespeitou os decretos do governador em Ceilândia e outros locais do DF, o que resultou em “ações desencontradas” no atual momento.

Já para o deputado Leandro Grass (Rede), o modelo de isolamento social feito no DF “não foi pra valer”, uma vez que, desde o início, foram flexibilizadas atividades não essenciais. “Há um desejo de fazer o trabalho, mas está faltando firmeza e inteligência de dados”, avaliou. Na opinião de Grass, os indicadores e as informações precisam ser cruzados, sendo necessária uma gestão integrada, como está ocorrendo, por exemplo, no Rio Grande do Sul. Ainda de acordo com o distrital, é equivocado fazer isolamento seletivo, como ocorreu nesta semana em Ceilândia, Sol Nascente e Estrutural porque os moradores dessas áreas se deslocam para trabalhar em outras regiões do DF. Além de não ser uma medida efetiva, “dá uma sensação de exclusão”, acrescentou. Corroborou com a posição de Grass o deputado delegado Fernando Fernandes (PROS), que considerou discriminatório o fechamento de comércio apenas naquelas regiões, ao se dizer contrário também à abertura do Eixão e W3 Sul a fim de evitar a concentração de pessoas e a consequente contaminação.

Pressão – Ao pedir calma, o deputado Martins Machado (Republicanos) disse que “todos estão sob pressão, o governador, o Legislativo, os empresários, a população”. Como exemplo desse estado de tensão, Machado relatou que o governador Ibaneis Rocha chorou nesta semana diante das pessoas que foram pedir a extensão dos benefícios emergenciais. Concordou com o clima tenso gerado pela pandemia a deputada Júlia Lucy (Novo), que narrou o suicídio cometido por uma jovem na Estrutural. Por isso mesmo, ela defendeu a abertura do Eixão e outros espaços a fim de que as pessoas possam manter a sanidade, cuidar do corpo e evitar o acometimento de outras doenças.

Lucy ainda argumentou contra a aquisição de testes rápidos para a testagem em massa no DF. Segundo ela, foram gastos R$ 25 milhões nesse tipo de teste de baixa confiabilidade, ao invés de outras opções cujos resultados são mais seguros e confiáveis. Para fazer esse questionamento, entre outros, a parlamentar solicitou a vinda do secretário de Saúde, Francisco Araújo, à CLDF para conversar com os deputados.

 

 

(Visited 1 times, 1 visits today)
Share on facebook
Compartilhar
Share on twitter
Tweetar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Artigos relacionados

Nos apoie:

Chave PIX:

13.219.847/0001-03

Chave PIX:

13.219.847/0001-03

Nos apoie:

Chave PIX:

13.219.847/0001-03