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Velhice sem demagogia

Postado por Simone de Moraes

17/06/2011 19:48



Na última quarta-feira, 15 de junho, foi comemorado o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Pessoa Idosa. Várias ações pelo país marcaram a data na defesa e conscientização sobre o tema. Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, nesta sexta-feira (17), houve uma audiência pública de autoria do ouvidor da Casa, deputado Evandro Garla (PRB), para debater sobre o abuso e a agressão contra os idosos.

“Será que os idosos do Brasil e DF, sofrem apenas a violência física?”, questionou o Evandro na abertura do evento. “A saúde decai, os companheiros de uma vida se vão mais cedo, e tudo isso contribui para fragilizar, ainda mais, esses indivíduos. Então submetê-los a uma série de comprometimentos aparentemente banais, pode ser também uma forma de violência psicológica”, completou.

A violência contra os idosos pode ser configurada de muitas formas, violência física, exploração financeira e econômica, maus tratos psicológicos, como agressões verbais, gestuais, e até o abandono. Geralmente, essas agressões são sofridas dentro de casa, e por algum conhecido ou familiar. No Brasil, a cada dez idosos, um já sofreu maus tratos.

Na audiência, foi abordado que a sociedade brasileira está envelhecendo. Com isso, o debate de políticas públicas que protejam essa faixa etária, e incentivem a permanecer produtiva, são mais que urgentes. “Com a grande mortalidade dos jovens, a lacuna entre crianças e idosos com isso, tem aumentado”, afirmou Garla.

O deputado federal, Ricardo Quirino (PRB-DF), estava presente e afirmou que “o Brasil é um país que não está preparado para envelhecer”. Para ele a mídia é responsável por uma cultura da beleza. “Há a exaltação da juventude, de não envelhecer, das cirurgias plásticas”, comentou.

A defensora pública, Paula Regina, ressaltou as formas demagógicas, com que a velhice e o envelhecimento, são tratadas, nominalmente. “É eufemismo dizer melhor idade, terceira idade. A melhor idade é a aquela que estamos bem. Tratar como velhice, envelhecimento e pessoa idosa, é ter respeito”, finalizou.

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