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Chamado de homofóbico, Bolsomaro dá voz de prisão para estudantes da UNB

Postado por

3/08/2016 1:06


Crédito: Reprodução

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acostumado a cometer todo tipo de arbitrariedade na Câmara, inclusive ofendendo colegas deputados e deputadas contrários as suas posições reacionárias, usou “covardemente” a polícia legislativa da Câmara Federal para dar voz de prisão a duas mulheres negras estudantes da UNB.

Talita Victor, é assessora da bancada do PSOL na Câmara e membro do diretório nacional do partido, a estudante contou que esteve com outras jovens na noite durante a detenção, a estudante de artes cênicas Meimei Bastos para procurar ajuda de deputados para uma viagem ao Encontro Nacional de Estudantes Negros.

Ela estava acompanhada por uma amiga, identificada como Tainá, e um amigo (que não foi conduzido pelos policiais), quando viu o deputado se aproximar e o chamou de “homofóbico de merda”, segundo Talita, “sem nem olhar na cara dele”.

Acusada de injúria, Meimei foi detida com uma amiga, que também é negra, e que, até o momento da detenção, não havia dito nada ao deputado, como mostram as imagens publicadas na internet. Durante a condução, Tainá diz o “racista” citado pelo filho de Bolsonaro na rede social e, indignada, contesta a prisão: “É anormal! Olha os crimes que eles cometem todo dia, e a gente está indo presa porque falou que ele é homofóbico?! Ele se assume homofóbico”.

De acordo com Talita,  depois de serem ouvidas pela polícia legislativa da Câmara as duas foram liberadas horas depois e ambas irão responder na Justiça por injúria.

Veja os vídeos:

Vídeo gravado por Talita Victor:

Ele grita em alto e bom som que existem mulheres que merecem ser estupradas, de preferência as “bonitas”. A uma outra deputada ele afirma “só não te estupro porque você é feia e não merece”.
Ele diz abertamente que pessoas são LGBT porque não apanharam o suficiente na infância: “Se o menino começar a ficar meio gayzinho e levar um coro, muda o comportamento”.
Ele acha que se torturar e não matar o criminoso piora.
Ele defende uma nova ditadura no Brasil, porque a que tivemos até matou pouco.
Ele insufla multidões afirmando que fazendeiros devem receber índios e sem terra com tiros de fuzil. Em junho, ovacionado no aeroporto de Campo Grande: “podem ter certeza de que a partir de 2019, o cartão de visita do produtor rural pro MTST vai ser um cartucho 762 de fuzil”.
Ele defende na tribuna do Parlamento que o empresário que quer produtividade deve pagar salários inferiores às mulheres porque elas engravidam.
Ele se vangloria de ser o único parlamentar que votou contra todos os direitos trabalhistas da empregada doméstica.
Ele disse a uma menina de 14 anos – porque ela se afirmou feminista – que ela não serviria “nem pra um boquete”.
Ele faz piada que estudantes cotistas são inferiores intelectualmente: “jamais seria operado por um médico cotista ou entraria num avião pilotado por um cotista”.
Ora, Senhor Deputado, até aqui, a imunidade parlamentar por opiniões – palavras – votos o tem protegido. Mas não queira que aceitemos todo esse absurdo caladas. Não é o senhor mesmo que se reivindica defensor da mais ampla e irrestrita liberdade de expressão? Não é o senhor mesmo que diz ser contra privilégios? Onde está sua coerência, Excelência? Reafirmo minha solidariedade a Meimei Bastos e Tainá por todo o constrangimento depois do desabafo. O grito preso na garganta (garganta delas e de tanta gente) acabou saindo quando se viram cara a cara com esse senhor. Homofóbicos, Machistas, Racistas ‪#‎NãoPassarão.

 

 

 

 

Com informações da RedeTVUol