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Policial Federal é encontrado morto e polícia investiga se há ligação com morte de outro agente

Postado por Simone de Moraes

20/07/2012 13:06


Crédito: Daniel Damian

Um escrivão da Polícia Federal foi encontrado morto com um tiro na cabeça, nesta quinta (19). Fernando Spuri Lima de 34 anos foi encontrado pela esposa, com a suposta arma do crime perto do corpo, na casa em do casal, no bairro do Jardim Botânico. O Escrivão também trabalhou na Operação Monte Carlo, que investigou o esquema do Contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, assim como o agente federal Wilton Tapajós – morto a tiros no cemitério Campo da Esperança na terça-feira (16) (+aqui). As investigações apuram se os casos têm ligação. Eles trabalhavam na mesma superintendência, no setor de inteligência, mas não trabalhavam juntos, segundo assessoria de comunicação da PF.

De acordo com o laudo preliminar do Instituto de Medicina Legal (IML), foi suicídio. Lima trabalhava na Polícia Federal desde 2003. A PF e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investigam os dois casos. A Superintendente Regional da Polícia Federal no DF, Silvana Borges afirmou que a investigação apontou dois suspeitos de envolvimento no assassinato do agente. “Estamos buscando todas as informações para chegar aos autores do crime. Por enquanto, são dois suspeitos”, disse Silvana, afirmando ainda que nenhuma possibilidade pode ser descartada até que o caso seja esclarecido.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar há uma força tarefa conjunta das polícias Federal e Civil do DF, com ajuda em outros estados. “Existe uma força tarefa para investigar este assassinato. Há, inclusive, o apoio das polícias de diversos estados”, afirmou Avelar.

Investigações – No caso Tapajós, as investigações seguem duas linhas. Numa das hipóteses, a execução do policial teria sido por motivo de vingança e a outra por dívidas adquiridas, quando Wilton Tapajós se candidatou a Deputado Distrital há dois anos. Segundo o laudo preliminar de balística, o policial levou dois tiros de revólver calibre 38, sendo que o primeiro foi na nuca, disparado à média distância e foi fatal. O segundo disparo foi na têmpora, à queima-roupa, reforçando a hipótese de que o agente foi executado e pode ter sido cometido por profissionais.

Segundo informações da 1ª DP, o agente Tapajós teria sofrido ameaças e até registrado ocorrência na Corregedoria da Polícia Federal (PF) após ser perseguido por um carro na saída de um shopping de Brasília.

Insegurança – Ao se pronunciar sobre o caso, o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do DF (Sindipol-DF) Jones Leal, disse que os agentes da Polícia Federal não têm segurança alguma no exercício da profissão e que dois colegas do agente assassinado pediram apoio do sindicato, relatando que temem ter o mesmo fim que o colega.

Embora a polícia ainda não tenha identificado a motivação do crime, o presidente do Sindipol acredita também na hipótese de execução. Para Leal, a atividade policial está sucateada e precisa de mais segurança. “Quando um policial federal é ameaçado, o máximo que acontece com ele é transferência de local de trabalho. Precisamos de um amparo maior”, afirmou.

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