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Juíza revoga prisão do ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu

Postado por Simone de Moraes

9/06/2012 1:34


Crédito: Reprodu

Nesta sexta (08), a juíza Ana Cláudia Barreto, da 5ª Vara Criminal de Brasília, decidiu revogar a prisão preventiva de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Construções no Centro-Oeste, que foi preso pela operação Saint Michel no dia 25 de abril, por suspeita de corrupção e formação de quadrilha.

O Ministério Público se manifestou contrário ao pedido de liberdade de Abreu, mas, para a juíza, ele não representa risco à ordem pública “visto que não é mais diretor da empresa Delta e, ainda que fosse, os crimes que lhe foram imputados são de conhecimento nacional, de maneira que dificilmente conseguiria praticar novas condutas semelhantes”.

A juíza determinou que Abreu entregue o passaporte, compareça perante o juízo todos os meses, entre os dias 10 e 15, e não mantenha qualquer tipo de contato com os demais réus ou outras pessoas mencionadas na denúncia da Operação Saint-Michel.

A revogação da prisão de Abreu foi pedida pela defesa, sob o argumento de que não existe no caso “os pressupostos da prisão cautelar, sendo o requerente merecedor do benefício de responder ao processo em liberdade uma vez que é primário e possui endereço fixo”. Os advogados do ex-diretor da Delta sustentam ainda que “não consta nas interceptações telefônicas qualquer gravação com sua voz, não havendo quaisquer indícios de sua participação nos crimes de tráfico de influência e formação de quadrilha”.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, a Subsecretaria do Sistema Prisional já foi comunicada por telefone e a libertação do ex-diretor da Delta dependia da chegada de um oficial de Justiça ao Complexo Penitenciária da Papuda com a ordem de soltura.

A Saint-Michel foi realizada numa parceria entre o Ministério Público e a Polícia Civil do Distrito Federal e foi um desdobramento da Operação Monte-Carlo da Polícia Federal, que resultou na prisão do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de exploração de jogo ilegal em Goiás.

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