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CPMI tem dia de “depoimentos em silêncio” e bate boca entre parlamentares

Postado por Simone de Moraes

25/05/2012 0:36


Crédito: Andre Borges/Folhapress

Nesta (24) quinta, o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez, considerado um dos auxiliares de Cachoeira compareceu à CPMI para depor e leu seu depoimento negando que “integre qualquer organização criminosa”. As emoções do dia ficaram por conta de um bate boca entre os deputados Fernando Francischini (PSDB-PR) e Dr. Rosinha (PT-PR).

Em seu texto, Garcez afirmou que foi contratado pela empresa Delta Construções para assessorar o ex-diretor da empresa no Centro Oeste Cláudio Abreu, preso no mês passado durante a operação Saint Michel Da polícia Civil e Ministério Público do Distrito Federal. Após a leitura do depoimento, Wladimir se recusou a responder às demais perguntas.

Segundo o ex-vereador pelo PSDB, sua missão como contratado da Delta era assessorar Cláudio Abreu, e que pelo trabalho “ganhava R$ 20 mil”. “Nunca participei de qualquer processo licitatório”, afirmou. Ele também disse que auxiliou Cachoeira em uma empresa do contraventor e que como ex-parlamentar, tinha “bom relacionamento político” e que é amigo do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que é de Goiás, e do governador Marconi Perillo. Garcez disse que usou seus contatos para “aproximar” pessoas, mas que jamais cometeu crimes.

Também estiveram na CPMI o ex-sargento da aeronáutica Idalberto Martins, o Dadá, e o sargento da Polícia Militar do DF Jairo Martins de Souza, apontados como auxiliares de Cachoeira. Os dois se recusaram a falar e foram dispensados pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). De acordo com a investigação da PF, Dadá e Jairo atuavam no esquema de arapongagem de Cachoeira. Dadá também é citado por ajudar o bicheiro em contatos com órgãos federais.

Tchutcuca – Lá pelas tantas, Fernando Francischini chamou o relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG), de “tchuchuca”, criticando a postura do petista ao questionar Wladimir Garcez. Odair fez uma série de perguntas ao ex-vereador sobre o envolvimento da quadrilha de jogo ilegal de Cachoeira com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO) e apenas uma pergunta sobre a relação do bicheiro com o governador do DF Agnelo Queiroz (PT). “Quando o relator faz perguntas sobre a Delta nacional e o governador Agnelo, ele é tchutchuca. Quando pergunta sobre o governador Perillo, ele é tigrão”, disse Francischini.

Dr. Rosinha saiu em defesa do relator e discutiu asperamente com o tucano dizendo que eram “palavras de efeito” nas sessões abertas da comissão para “aparecer na mídia”. Segundo ele, para aparecer nos jornais, os deputados e senadores agridem os colegas. Francischini se colocou de pé e, com dedo em riste, iniciou um bate-boca com Dr. Rosinha. O presidente da Comissão, Vital do Rêgo, teve de intervir para acalmar os ânimos.

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