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CLDF debate melhoria do transporte público coletivo para a UnB e o IFB

Publicado em: 03/04/2023

Com a presença de representantes da Universidade de Brasília (UnB) e Instituto Federal de Brasília (IFB), do Diretório Central do Estudantes da UnB, Movimento Passe Livre, Ministério Público e Secretaria de Transporte e Mobilidade, a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa realizou, nesta segunda-feira (3), uma audiência pública para tratar do transporte público coletivo para as duas instituições de ensino superior. Estudantes da UnB e do IFB lotaram o auditório da CLDF e também participaram do debate.

Ampliação e regularidade das linhas, acessibilidade em locais de embarque/desembarque e nos veículos, ampliação de linhas diretas, passe livre todos os dias da semana, inclusive em períodos de férias, para todos os estudantes, a volta do serviço “intercampi” – ônibus que interligam os vários endereços das instituições –, além da extensão do passe livre para estudantes do Entorno que estudam no DF, foram reivindicações apresentadas pelos dirigentes e alunos da UnB e IFB.

“Vamos solicitar dados, como linhas, horários, onde moram os alunos, e apresentá-los à Secretaria de Transporte, bem como às empresas de ônibus, para propor itinerários, rotas e horários que, de fato, atendam os estudantes”, informou o deputado distrital Max Maciel (PSol) presidente da comissão. O distrital acrescentou que a ideia, mais ampla, é lutar por uma cidade “passe livre”.

 

 

Integrante da CTMU, o deputado distrital Fábio Felix (PSol) ressaltou a importância “de ouvir quem realmente vive a realidade do transporte público na cidade”. Para ele, essas oportunidades têm a capacidade de gerar melhorias: “O transporte público não é feito para empresas ganharem dinheiro, mas para que as pessoas tenham direito à cidade. Esse é o modelo que vamos defender”.

Barreira

A reitora do Instituto Federal de Brasília, Luciana Miyoko Massukado, evidenciou que a qualidade do transporte tem repercussões na taxa de evasão do ensino superior. Nesse sentido, Monna Rodrigues, do DCE-UnB, afirmou: “A gente não quer só entrar na universidade, quer permanecer”. Moradora do Itapoã, ela contou que gasta quatro horas, diariamente, para ir e voltar à UnB.

Por sua vez, Paulo César Marques da Silva, chefe de Gabinete da Reitoria da Universidade de Brasília, acrescentou que o atual modelo do sistema de transporte público do DF “deixa de ser um fator de exercício da cidadania e vira uma barreira de acesso a diversos direitos”. Por isso, propugnou “repensar o papel do sistema como um todo”. Ele solicitou a ampliação do número de linhas e o horário de atendimento para que os alunos possam participar de atividades culturais “que também fazem parte da formação”.

Representando a Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF, Marcio Antônio de Jesus, destacou que cerca de 6 milhões de estudantes utilizam o transporte público mensalmente – um fluxo diário de aproximadamente 263 mil acessos. “Nós temos mais de 250 viagens, por dia, da Rodoviária do Plano Piloto para a UnB”, observou. Ele explicou ainda, que, no momento, não existe demanda suficiente para a criação de mais linhas diretas das Regiões Administrativas para a instituição. “Temos de estudar novas linha diretas a partir dos dados que forem levantados. Por enquanto, não há procura que justifique a medida. Isso é oneroso para o sistema”, afirmou.

* Com informações do Gabinete do deputado Max Maciel.

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