Câmara em Pauta Para se livrar de acusações, ministros apelam para sentimentalismo
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Para se livrar de acusações, ministros apelam para sentimentalismo

Depois da declaração amorosa de Carlos Lupi (PDT), ex-Ministro do Trabalho e Emprego, outro Ministro andou apelando para o sentimentalismo. Mário Negromonte (PP), Ministro das Cidades, chorou durante discurso em solenidade de assinatura dos termos de adesão à segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida Baiano, no último dia 25, em Salvador. É bom lembrar ao caríssimo Ministro, que antes do pedido de demissão de Carlos Lupi, a Presidenta Dilma Roussef avisou que costuma ser objetiva em suas avaliações, deixando o romantismo de lado.

Envolvido em denúncias de fraude na alteração do projeto de mobilidade urbana de Cuiabá, disse em Salvador, ser vítima de “fogo amigo” dentro do governo e acusou a imprensa de ser preconceituosa com mulheres e nordestinos. “As denúncias vêm de parte da imprensa, insatisfeita com o governo federal, interessada em enfraquecer a presidenta Dilma. É uma mulher e existe discriminação. Existe discriminação com o nordestino também. Fizeram uma ilação com a Festa do Bode, mas se fosse a Festa da Uva ou da Maçã, certamente ninguém faria discriminação. Mas como é Festa do Bode, coisa de nordestino, e o ministro é nordestino, tome cacetada”, afirmou Negromonte, que também é acusado de tráfico de influência para ajudar a financiar o evento.

O ministro disse ainda que as denúncias surgem porque trata-se de um Ministério importante e que trabalha com vultosas verbas e contraria muitos interesses. “Aqui e acolá tem meia dúzia de insatisfeitos na bancada, é normal”, afirmou. Sobre sua permanência no cargo, ele disse: “Não tenho apego a cargo, não vou ficar de joelho para ninguém”, diz o ministro. “Fico muito honrado de fazer este trabalho junto com a Dilma, a primeira mulher presidente do Brasil, mas só vou ficar lá se me sentir confortável e ela também. Se eu sentir que ela não me quer, eu vou lá e entrego”, afirmou.

A pergunta que não quer calar é: será que Negromonte será o oitavo Ministro a sair antes da primeira reforma ministerial da presidenta Dilma? Será que a grande imprensa vai derrubar mais um ministro? Quem viver verá.

Apuração de irregularidades – Sobre a possibilidade de exonerar auxiliares, Negromonte disse que não pretende culpar ninguém antes de julgar, que instaurou sindicância para apurar eventuais irregularidades e que já teria avisado à Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público. “É bom que se entenda que ainda não houve licitação, quem tiver desconfiança tem de ir ao Estado Mato Grosso e procurar o governador Sinval Barbosa (PMDB)”, afirmou.

Com informações do jornal baiano *Correio.

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