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TITULO DA CAMPANHA

Alguém vai pagar por mais este crime ambiental?

Postado por Simone de Moraes

24/11/2011 2:17


Crédito: Crédito:

Três metros de profundidade, cinquenta metros de comprimento, trinta metros de largura e 450 mil litros de esgoto. Esta é a dimensão do buraco aberto com o  rompimento de uma manilha na rede de esgoto no canteiro de obras da Construtora Brasal, no Noroeste. A área é reivindicada por índios, que alegam que o terreno é Santuário dos Pajés e a polêmica pode transbordar ainda mais junto com o esgoto.

Funcionários da Caesb estiveram no local para fazer um remendo nas manilhas rompidas. De acordo com o supervisor de manutenção da Caesb, Edgar Camargo, a medida é emergencial e paliativa, pois se chover forte ou se houver algum entupimento na rede, a situação pode piorar. O terreno é um declive, o que aumenta ainda mais o risco de que a água contaminada transborde atingindo uma área de cerrado e podendo inclusive chegar a outros canteiros de obras.

Brasal diz não ter responsabilidade

Representantes da Brasal dizem que a construtora não tem responsabilidade no ocorrido. A incorporadora afirmou por meio de nota que o problema ocorreu por conta da paralisação das obras por medida judicial. Os engenheiros alegam que estavam cavando a dois metros da tubulação e que o terreno teria enfraquecido com as últimas chuvas.

De outro lado, representantes da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) informaram que a Brasal sabia da existência da rede de esgoto e teria que ter feito escoras, o que não foi feito.

Contaminação

Especialistas afirmam que o lençol freático no local já está contaminado e os danos só não serão maiores porque a região não é habitada e que não existiria poço artesiano para o consumo humano. A preocupaçào maior é a possibilidade de parte do nitrogênio presente no esgoto deve chegar ao Lago Paranoá por meio do lençol freático.

 

Alunos da UnB que apoiam o grupo de índios que vive no local afirmaram que o vazamento começou na segunda e que eles registraram em fotos e vídeo e que denunciaram ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e à Polícia Militar Ambiental, mas que ninguém tomou providências. Nenhum dos órgãos confirmou a informação.

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