Técnicos em Necropsia do IML podem parar suas atividades devido ao baixo efetivo

Postado por Simone de Moraes 02:10:00 21/06/2012

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A questão do baixo efetivo atinge não apenas a Polícia Civil do DF, mas também outras categorias que atuam em apoio à PCDF, a exemplo dos auxiliares em necropsia que trabalham no Instituto Médico Legal (IML). Esses servidores enfrentam péssimas condições de trabalho e têm de se desdobrar para atender a demanda, que cresce a cada dia. Na defesa dos direitos de seus associados, representantes da Associação dos Técnicos em Necropsia do IML (Asten-DF) estiveram reunidos nesta terça-feira (19), para pedir apoio do Secretário de Regularização de Condomínios, Wellington Luiz, do presidente  do Sinpol, Ciro de Freitas, do vice André Rizzo.

Os técnicos explicam que o efetivo da carreira é de 150 cargos, mas apenas 37 estão ocupados, sendo que nove servidores encontram-se com restrições médicas, ou seja, na prática, somente 28 técnicos são responsáveis por executar todo o trabalho de necropsia no IML. “O mais recente concurso para o cargo foi realizado em outubro de 2011, após 16 anos de espera, e o resultado foi homologado em 5 de março deste ano, já com os aprovados habilitados legalmente à espera de nomeação. Mas nada acontece e estamos sobrecarregados”, afirma o integrante da Asten, Diógenes Alves de Morais.

Foi explicado ainda que diversas situações constrangedoras vêm ocorrendo por causa da demora no recolhimento de corpos em residências, vias públicas e hospitais da rede pública e particular, o que ocasiona ainda mais dor aos familiares de pessoas falecidas. Segundo Diógenes, o atraso ocorre exclusivamente por falta de pessoal e acarreta maior demora na liberação dos corpos. “Portanto, fazemos um apelo ao GDF que nomeie os aprovados e evite a paralisação das atividades”. A categoria tem assembleia marcada para esta sexta-feira (22), às 15h, em frente ao restaurante Alpinus, no Parque da Cidade.

O Secretário Wellington Luiz, que é o interlocutor da categoria junto ao GDF, disse que esses servidores são essenciais para o bom desempenho do trabalho do Instituto de Medicina Legal e que, caso haja paralisação das atividades, a sociedade e PCDF irão sentir o prejuízo. “Os técnicos estão com uma demanda de trabalho exaustiva e se já houve a homologação do concurso, por que não chamar essas pessoas e permitir que a população tenha um atendimento mais ágil, principalmente em um momento em que estão sofrendo com a perda de seu ente querido”, questiona o Secretário.

Ciro de Freitas e André Rizzo se mostraram solidários à causa dos técnicos e afirmam que algo precisa ser feito com urgência: “Esse problema alterou a rotina do IML e inclusive está havendo dificuldade na liberação de corpos, o que tem causado um transtorno ainda maior os familiares das vítimas. Pedimos ao GDF, que assim como temos exigido o cumprimento dos pleitos da PCDF, que dê atenção a essa categoria tão dedicada", disse o presidente do Sinpol. “Nos solidarizamos e ajudaremos no que for possível, até mesmo

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