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Mortes por dengue preocupam deputados distritais

Postado por Simone de Moraes

4/04/2019 2:25


A confirmação de mais seis mortes causadas pela dengue nos três primeiros meses do ano, número superior ao registrado em todo o ano passado no Distrito Federal, preocupa líderes partidários, que ocuparam a tribuna da Câmara Legislativa nesta quarta-feira (3) para tratar da questão. O deputado Reginaldo Veras (PDT) chamou a atenção do governo para o fim do prazo do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em 2010, permitindo que servidores administrativos da Funasa, cedidos do GDF, atuem no trabalho de campo.

“O prazo venceu no final de 2018. São 119 servidores que, mesmo representando custo zero para o Estado, deixam de trabalhar no combate a endemias”, alertou. Veras observou que esses profissionais treinam equipes, por exemplo, de bombeiros militares, quando estes são convocados para operar nessa área. “Não podemos prescindir dessa mão de obra altamente qualificada”, ponderou, apelando à Secretaria de Saúde do DF para que trate imediatamente da renovação do TAC junto ao Ministério da Saúde e ao Ministério Público da União.

Por sua vez, Chico Vigilante (PT) argumentou que não se pode combater o mosquito da dengue somente no período chuvoso. “É importante estabelecer a prevenção nos meses que antecedem a chuva”, disse, responsabilizando o governo Rodrigo Rollemberg pela situação atual. Ele comparou os investimentos do GDF, no combate a endemias, no último ano do governo Agnello Queiroz, que empregou R$ 24,125 milhões nessas ações, com os R$ 1,784 milhões gastos no ano passado. “Sem combate aos mosquitos sempre haverá dengue, e tendo dengue haverá mortes”, concluiu.

Para a deputada Arlete Sampaio (PT), que falou em nome do Bloco da Minoria, os números de casos da dengue, de acordo com o último Boletim Epidemiológico, são preocupantes. Além disso, a distrital reclamou do atendimento na rede pública de saúde. “Estamos chegando aos 100 dias do governo e não há mudanças satisfatórias”, declarou. Ela atribuiu a situação a problemas de gestão: “Temos um secretário na pasta e um superintendente fazendo a gestão de algumas unidades, que também age como secretário”, condenou.

Na sessão ordinária desta terça-feira (2), o deputado Hermeto (MDB) que voltava ao plenário após ter se recuperado da dengue foi saudado por colegas que também alertaram sobre o quadro de surto que o DF vive e solicitaram ao governo medidas para conter a propagação.

Sobre a dengue, o deputado Jorge Vianna (Podemos) disse que a cidade está “em guerra” contra o mosquito Aedes aegypti e ressaltou a importância do engajamento de todos nessa luta. “E nós, que temos poder midiático e político, temos dever de travar campanha contra a dengue. Temos de fazer trabalho individual junto a cada uma das pessoas. Todos os brasilienses precisam ter consciência, e temos dever e responsabilidade de fiscalizar”, frisou.

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