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Número de casos de dengue aumentou 528% no DF; 6 mortes já foram confirmadas em 2019

Postado por Simone de Moraes

25/03/2019 15:50


Crédito: Reprodução

G1 – O Ministério de Saúde registrou seis mortes por dengue no Distrito Federal desde o início do ano. O levantamento divulgado nesta segunda-feira (25) revela que a capital teve um aumento de 528% no número de casos, em relação ao mesmo período de 2018.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Controle das Doenças Transmitidas pelo Aedes aegypti do Ministério de Saúde, Rodrigo Said, foram de 3.467 notificações no Distrito Federal até o dia 16 de março.

No ano passado, foram 552 registros no mesmo período e, de acordo com a Secretaria de Saúde, uma pessoa morreu em consequência da dengue na capital.

Com os números dos três primeiros meses de 2019, o DF fica em 8º lugar no ranking nacional e está entre as unidades da federação com maior incidência de dengue no país. São com 116,5 casos a cada 100 mil habitantes.

São Paulo é o estado que apresenta o aumento de casos mais relevante, com 31 mortes desde o início do ano.

Pela ordem, os estados do Acre, Tocantins, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul foram os que registraram aumento do número de casos da doença. Estes estados tem taxa de incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes, com destaque para o Tocantins com incidência de 602,9 casos/100 mil habitantes.

Em todo o país, segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 229.064 casos nas primeiras 11 semanas de 2019 (até 16 de março). No mesmo período de 2018 foram 62,9 mil casos de dengue.

DF tem 44 novos casos de dengue por dia

Em 18 de março, dados da Secretaria de Saúde do DF informavam aumento de 76% na quantidade de casos de dengue. O índice representa uma média de 44 novas ocorrências por dia.

No último balanço divulgado pela pasta, sobre o mês de fevereiro, os dados indicavam 1,9 mil notificações. Entre as regiões com maior incidência estão São Sebastião e Itapoã.

No boletim, a secretaria afirma que as regiões “continuam a exigir atenção” em função do potencial aumento da infestação de dengue pelo mosquito. O estado de alerta se estende até o início do período de estiagem, em maio ou junho.

Tanto a dengue, quanto o zika e a febre chikungunya são transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, que também é vetor da febre amarela e do mayaro.

Considerada uma das espécies mais difundidas no planeta pela Agência Europeia para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), o mosquito – que tem nome significando “odioso do Egito” – é combatido no país desde o início do século passado.

No Brasil, ele chegou a ser erradicado duas vezes durante o século XX. Na década de 1950, o epidemiologista brasileiro Oswaldo Cruz comandou uma campanha intensa contra ele no combate à febre amarela. Em 1958, a Organização Mundial da Saúde declarou o país livre do Aedes aegypti.

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