Responsive Ad Slot

Preço abusivo dos constituíveis no DF é denunciado ao Cade

Postado por Simone de Moraes

4/12/2017 13:50


O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Chico Vigilante, se reuniu, na manhã desta segunda-feira, com o superintendente-geral do Comitê Administrativo de Defesa Econômica (CADE), Alexandre Cordeiro Macedo. Na pauta, a entrega de nova denúncia contra os preços abusivos dos combustíveis no DF, com indícios de combinação de preços e formação de cartel.

“Mostramos a realidade dos preços absurdos que os proprietários de donos de postos de combustível estão praticando com a política econômica desenvolvida por Michel Temer. É a população quem está pagando o preço”, afirmou o distrital na saída do órgão.

O superintendente informou que as investigações contra o cartel dos combustíveis, iniciadas em 2016, ainda não terminaram e que, no início do próximo ano, o CADE virá com novidades.
Macedo reconhece o prejuízo que o reajuste dos combustíveis provoca na economia da população. “Quando um produto de valor inelástico como os combustíveis sofre aumento, toda a cadeia ao redor sofre acarretando o processo inflacionário”, afirmou.

No documento entregue, o deputado argumentou que o preço dos combustíveis nos postos do DF tem aumentado constantemente, quase que semanalmente. Desde o início do ano, está perto de 50% o aumento repassado para o consumidor brasiliense em virtude da política de reajustes diários da Petrobrás.

“A justificação nos aumentos praticados pela Petrobrás, no entanto, é apenas um pano de fundo, pois os preços sobem sistematicamente em todos os postos, aparentemente de forma coordenada, o que acarreta pouca ou nenhuma diferente nos preços entre eles, eliminando a concorrência em total prejuízo para os consumidores e com ganhos enormes para os proprietários”, afirma o deputado.

Para o deputado, parece claro que a cartelização dos postos de combustível voltou no Distrito Federal, o que impõe nova e mais dura autuação do CADE.

Gás de cozinha
Chico Vigilante também tratou no órgão os preços abusivos cobrados pelo gás de cozinha. “É um absurdo o que está acontecendo. Em alguns estados, a população está cozinhando com álcool combustível e as pessoas estão se acidentando”, afirmou.

O superintendente-geral, Antônio Macedo, afirmou que o órgão continua o processo de investigação iniciado em 2017.