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Requião homenageia reitor Cancellier dando seu nome para lei de abuso de autoridade

Postado por Adairton Sousa

10/10/2017 14:29


Crédito: Jornal Opção-senador-roberto-requiao

O senador do PMDB-PR batizou com o nome do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, a lei que pune o abuso de autoridade. A informação foi publicada no blog do Esmael.

“Que a morte do reitor Cancellier seja o freio das arbitrariedades e do excesso das corporações que agem à margem da lei”, afirmou o senador na segunda-feira (9).

O senador Requião lembrou que viu com bons olhos o início e os resultados da Operação Lava Jato. No entanto, ressaltou, “não se pode aceitar a seletividade e o arbítrio que tomou a força-tarefa”. “Vejo com horror declaração pública de corporações a favor da estúpida repressão ao reitor Cancellier”, criticou o parlamentar, ao referir-se à nota conjunta de procuradores defendendo a ação da Policia Federal.

O reitor estava afastado da administração da universidade por determinação da Justiça. No dia 14 de setembro, Cancellier foi preso temporariamente por supostamente ter tentado barrar investigação da Polícia Federal que apurava supostos desvios de dinheiro em programa de educação à distância que teve repasses de R$ 80 milhões entre 2006 e 2017. Cancellier foi encontrado morto na última segunda-feira (2) no Beiramar Shopping, em Florianópolis. Ele  denunciou o abuso da ação policial em bilhete encontrado após o suicídio do dirigente da UFSC.

A revolta contra o abuso de autoridade ganhou mais evidência quando surgiu a informação de que a Policia Federal negou apoio espiritual de padres ao reitor antes do suicídio. Segundo o padre William Barbosa Vianna, ele e outro religioso foram impedidos ao menos quatro vezes pela PF de oferecer apoio ao reitor, que foi preso, algemado nu, submetido a exame interno vexatório e encarcerado sem processo judicial.

Tramitando na Câmara desde o dia 10 de maio último, o Projeto de Lei 7596/17, do Senado, define os crimes de abuso de autoridade cometidos por servidores públicos e membros dos três poderes da República, do Ministério Público, dos tribunais e conselhos de contas e das Forças Armadas.

 

Com informações do blog do Esmael e Portal Vermelho.