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Funcionário público, Carlos Fernando, faz postagem provocando deputado Pimenta

Postado por Simone de Moraes

31/10/2017 17:51


Crédito: Reprodução

O funcionário público da procuradoria regional da República, em Curitiba,  Carlos Fernando dos Santos Lima, usou suas redes sociais em horário de expediente, nesta terça-feira (31), para desferir provocações ao deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que é crítico ferrenho ao modus operandi da Lava Jato.

“O deputado Paulo Pimenta, do PT, diz que as colaborações premiadas firmadas pelo Ministério Público não podem ficar de pé. O incômodo do ilustre deputado deve ser com as revelações para a sociedade de como a política é feita hoje em dia. Mas para exatamente isso é que as colaborações existe, nobre parlamentar, para justamente desestruturar organizações criminosas. Por sorte 2018 está aí”, provocou Lima pelo Facebook, compartilhando uma nota do site de direita O Antagonista em que é reproduzida uma fala crítica de Pimenta às delações firmadas pelo MPF.

A provocação do procurador vem justamente após o deputado, na CPMI da JBS da Câmara, ter conseguido protocolar um requerimento para ouvir Tacla Duran. O ex-advogado da Odebrecht, em áudio, denunciou ilegalidades envolvendo o juiz Sergio Moro na obtenção de colaborações premiadas e manipulação em planilhas e extratos.

“Será que isso tem a ver com o conteúdo do áudio de Rodrigo Tacla Duran, que eu e Wadih Damous protocolamos hoje na CPMI? Ou por eu ter recebido do MPF detalhes sobre a “farra das viagens e diárias” dos procuradores, e que, por coincidência, Carlos Fernando dos Santos Lima aparecia como um dos que mais se utilizava desse expediente”, rebateu, também pelo Facebook, o deputado gaúcho.

Confira abaixo a íntegra da postagem de Pimenta falando sobre o caso.

Logo em seguida, também em horário de expediente, o funcionário público da procuradoria regional da República, em Curitiba,  Carlos Fernando dos Santos Lima, ironizou o deputado Carlos Marun. Procuradores são pagos pelo contribuinte para trabalhar em prol da população, e não para ficar em redes sociais “ironizando” deputados eleitos pelo povo.

Fonte: Revista Forum