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Ex-vice-governador do DF recebeu propina do fundador da Gol, diz Funaro

Postado por Simone de Moraes

14/09/2017 11:42


Crédito: Foto Divulgação

O ex-vice-governador do Distrito Federal no governo Agnelo Queiroz, Tadeu Filippelli, foi citado no última delação do doleiro Lúcio Funaro como beneficiário de um esquema de propina envolvendo a companhia aérea Gol. O depoimento foi prestado à Procuradoria-Geral da República e homologado pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo o doleiro, Filippelli recebeu propina de um dos donos da companhia aérea Gol em 2013, Henrique Constantino – filho do empresário Nenê Constantino, condenado a 16 anos de prisão por homicídio de um líder comunitário –, para reduzir o imposto cobrado sobre o combustível usado na aviação.

“Os negócios que tiveram pagamento de propina para Filippelli envolviam um esquema de pagamento de propina para a redução do ICMS da gasolina de aviação a pedido do Henrique Constantino”, disse

Em abril de 2013, quando Filippelli assumia a cadeira de vice-governador, o governo do DF reduziu a alíquota do ICMS sobre a querosene usada em aviões em mais da metade – de 25% para 12%. Segundo Funaro, a ação do então vice teve impacto “expressivo” no caixa das empresas aéreas, porque “o combustível é o segundo maior custo”.

Os favorecimentos também ocorreram no âmbito dos transportes terrestes. De acordo com a delação de Funaro, Filippelli também beneficiou a empresa de ônibus Via Piracicabana, que também pertence à família Constantino.

O então vice-governador teria fraudado a licitação do GDF para trocar a frota de ônibus da capital em 2013. “A pedido também de [Henrique] Constantino, através de Eduardo Cunha, Filippelli atuou num esquema na licitação para troca da empresa de ônibus que fazia o transporte coletivo de Brasília”, disse Funaro em depoimento à PGR.
Futuro
O assessor especial do presidente Michel Temer, Tadeu Filippelli, vinha tentando viabilizar sua candidatura para governador do Distrito Federal com o apoio de Alberto Fraga, que quer concorrer ao Senado, e Alírio Neto para um mandato de deputado federal.
Com as denúncias envolvendo seu nome vai ficar mais difícil para Tadeu Filippelli ser governador do DF.
Com informações do G1