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Depois do constrangimento, Garotinho vai para hospital particular no Rio

Postado por Simone de Moraes

19/11/2016 15:31


Crédito: Reprodução

Depois das cenas constrangedoras da transferência do  ex-governador Anthony Garotinho, para o presidio de Bangu, nesta madrugada (19) ele foi transportado do Hospital Penitenciário,do Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro, para o hospital particular Quinta D’or, também na zona norte. Ontem, a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana Lóssio derrubou a decisão do juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira e concedeu prisão domiciliar ao politico. Ele foi preso na quarta-feira (16) pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de compra de votos.

O TSE determinou que, depois de todos os exames de coração, o ex-governador deve ficar em prisão domiciliar até que seja votado em plenário seu pedido de liberdade. Garotinho foi levado ao hospital em uma ambulância por volta de 0h10. O veículo foi escoltado por dois carros da PF. Ele será submetido a um cateterismo devido a dores no peito que sentiu após ser preso pela PF, na quarta-feira (16).

De acordo com a Polícia Federal, a prisão faz parte de investigações relativas ao uso do programa Cheque Cidadão, benefício de R$ 100 concedido pela prefeitura de Campos dos Goytacazes para compra de produtos alimentícios pela população. Garotinho é secretário de Governo da cidade. A mulher dele, Rosinha Garotinho, é prefeita. A prisão no entanto foi ilegal, uma vez que o acusado não apresenta nenhum tipo de risco de fuga ou de obstrução da justiça, muito menos que sua prisão seja autorizada para um presidio, uma vez que ele sequer foi julgado.

A defesa de Garotinho sustentou que a “prisão é arbitrária, ilegal e baseada em fatos que não ocorreram”. O advogado Fernando Augusto Fernandes, responsável pela defesa de Garotinho, disse que o decreto de prisão ocorrido em razão de decisão da 100ª Vara Eleitoral de Campos vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por juízo e suspensas por decisões liminares do TSE.

As autoridades devem investigar esse fatos, independente das acusações processuais, uma vez que as evidências são claras de que o juiz agiu de maneira arbitrária.