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Rodrigo Rollemberg vai anunciar hoje que não dará reajustes aos servidores

Postado por Luan

14/10/2016 8:37


O governador Rodrigo Rollemberg não conseguiu até hoje manter equilibrar as contas da máquina pública, por isso vai anunciar nesta sexta-feira (14/10) que o GDF não pagará o reajuste salarial prometido aos servidores. A péssima notícia já era esperada pelo funcionalismo público, mas o governo protelou o quanto pôde a oficialização da medida, enquanto buscava saídas para tentar resolver o problema. O governador alega, entretanto, que não conseguiu recursos para garantir a concessão dos benefícios. A estimativa é que os reajustes salariais custariam R$ 120 milhões por mês aos cofres públicos.

O anúncio será feito pelo governador no Palácio do Buriti hoje às 10h e, à tarde, os secretários da governança devem receber representantes dos sindicatos para dar explicações sobre o novo adiamento do reajuste salarial. Desde o mês passado, os sindicatos estão mobilizados para cobrar o pagamento da última parcela do aumento, aprovado durante a gestão do governador Agnelo Queiroz.

Os valores deveriam ter sido incorporados aos contracheques dos servidores públicos de 32 categorias no ano passado, mas, diante da crise econômica, Rollemberg adiou o pagamento da última parcela para outubro de 2016. Integrantes da equipe econômica alertaram o Palácio do Buriti de que o eventual repasse dos aumentos agora poderia levar ao atraso do pagamento dos salários de todos os funcionários públicos do DF. A data limite para a decisão sobre o assunto era esta sexta-feira, quando o governo fechará a folha de pagamento de novembro.

A concessão desses reajustes foi questionada pelo Ministério Público do Distrito Federal no ano passado, com o argumento de que os benefícios não foram previstos no orçamento do DF. O MP ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade contra as leis que autorizaram o aumento salarial. Mas o Tribunal de Justiça do DF não admitiu a Adin e manteve a legislação em vigor. Na época, a Procuradoria do DF defendeu a improcedência da ação, ou seja, a manutenção dos reajustes.

 

Do Correio Braziliense