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Testemunhas suspeitas: Armação para fabricar denúncia contra Dilma desaba

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26/08/2016 7:11


Crédito: Reprodução Agência,PT

Primeiro foi o procurador do Ministério Público de Contas Júlio Marcelo de Oliveira e  autor do relatório que serviu de base para a recomendação do Tribunal de Contas da União, desclassificado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski, passando de testemunha de acusação para “informante”. Depois o ex-auditor de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Antônio Carlos D’Ávila Carvalho, desmascarado pelo senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP, por ter dado parecer sobre a representação feita pelo procurador Júlio Marcelo, e que também auxiliou na elaboração dessa mesma representação.

O procurador do Ministério Público,Júlio Marcelo, foi apontado pelo advogado de defesa da presidenta Dilma, José Eduardo Cardozo, por postagens em redes sociais e participação em manifestação pro-impeachment, que foram consideradas por Lewandowski como confissões de parcialidade frente ao processo em julgamento, tornando-se suspeito e, portanto,considerado desqualificado como testemunha.

Já entrando na madrugada de hoje (26), o senador Randolfe encurralou a segunda testemunha de acusação contra a presidenta Dilma, Antônio D’Ávila, revelando que o encarregado de dar o parecer sobre a representação feita pelo procurador Júlio Marcelo, auxiliou a elaboração dessa mesma representação. D’Ávila admitiu que Júlio Marcelo pediu seu auxílio na construção do que se transformou na principal peça de acusação contra a presidenta Dilma – a representação do TCU. “Conversei com ele, passei a ele alguns conceitos. Auxiliei sim”, confessou.

Aí estava caracterizada a estranha “coincidência”. Ele auxiliou na elaboração de um processo que, estranhamente, depois foi enviado justamente à área do TCU onde ele atuava. “Coincidentemente”, como anotou Randolfe, a representação caiu exatamente no colo de D’Ávila para que ele desse o parecer.“Embora o processo apresentado por Júlio Marcelo devesse ter sido distribuído para a Secretaria da Fazenda do TCU, estranhamente foi distribuído para a Semag (Secretaria de Macroavaliação Governamental) onde atuava quem? O doutor Antônio Carlos D’Ávila”, disse um atônito Randolfe.

“A testemunha admitiu que subsidiou a representação. A mesma que foi julgada por ele”, prosseguiu Randolfe.“A distribuição do processo no TCU foi feita para assegurar que a representação caísse justamente nas mãos de D’Ávila e não para a secretaria de origem”, concluiu.

Cardozo: “Fraude que colocou o País em cheque”

O advogado de defesa da presidenta Dilma Rousseff declarou-se “estarrecido” com a conduta combinada dos dois servidores públicos. Afinal, o Ministério Público — que é parte no processo— pedir ajuda para elaborar uma peça justamente à autoridade que vai avaliar e dar parecer sobre essa peça “é o mesmo que um advogado pedir para um juiz que vai julgar um processo para ajudar na elaboração da petição inicial”.

Ele destacou que a conduta de D’Ávila e Júlio Marcelo fere os artigos 5º, 13º e 14º do Código de Ética do Tribunal de Contas, além da ação de Júlio Marcelo estar em desacordo com a Lei 8.112, que rege o funcionalismo público. Ele solicitou ao ministro Lewandowski, em caráter de urgência, as atas e notas taquigráficas da sessão para tomar as providências disciplinares e tipificadas cabíveis.

“Juntos, eles formularam a tese das pedaladas, da operação de crédito que não houve. A tese fabricada para condenar Dilma. Formularam a fraude que colocou o Brasil em cheque”, denunciou.

 

 

Com informações da Agência PT no Senado