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MPDF vai notificar vice-governador, ex-secretário e sindicalista sobre suposta propina

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19/07/2016 19:27


Crédito: Ed Alves/CB/D.A Press- Rollemberg. Governador Rodrigo Rollemberg e o vice governador Renato Santana.

O Ministério Público do Distrito Federal informou que vai notificar nas próximas semanas o vice-governador, Renato Santana, o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, e o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim para ouvi-los sobre suposto esquema de propina no GDF.

Em gravação, Marli questiona o vice sobre suposta propina de 30% em contratos na Saúde, que responde saber de cobrança de 10% na Secretaria de Fazenda. O governador Rodrigo Rollemberg determinou abertura de investigação para apurar as denúncias.

Ao G1, o promotor Jairo Bisol informou que iria antecipar em 15 dias as férias dele para pedir explicações aos três envolvidos. Ele afirmou que o caso já estava em apuração pelo MP com base em denúncias na imprensa, mas disse que o órgão não tinha tido acesso aos áudios gravados por Marli até serem divulgados na semana passada. Para ter mais detalhes do caso, a promotoria também deve pedir o compartilhamento de provas da investigação que corre no Ministério Público Federal.

As investigações não começaram agora. A mesma denúncia foi formulada há um ano pela sindicalista ao Ministério Público. A investigação tem rito próprio e não é ditada pela vontade das partes nem pela pauta política ou sindical”
Polícia Civil, em nota

A Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar as denúncias, disse que Marli Rodrigues procurou o diretor da corporação, Eric Seba, no fim de novembro de 2015 para denunciar um suposto caso de extorsão do qual teria sido vítima. Marli queria relatar que servidores públicos chegaram a cobrar para que o sindicato continuasse recebendo repasses do GDF. O valor da suposta cobrança não foi informado.

Segundo a polícia, todas as providências com base na denúncia foram tomadas de imediato, como levantamentos de inteligência, diligências investigatórias e instauração de inquérito. “As investigações não começaram agora. A mesma denúncia foi formulada há um ano pela sindicalista ao Ministério Público. A investigação tem rito próprio e não é ditada pela vontade das partes nem pelas pautas política ou sindical.”

Procurada para comentar as denúncias, Marli não quis dar entrevista. Em nota, ela disse que só falará publicamente após todo o material coletado por ela ser entregue a “órgãos totalmente isentos e com competência para investigar os supostos crimes dos quais o senhor governador é acusado por ex-integrantes do seu governo e pelo próprio vice-governador”.

Marli deve ser ouvida nesta quinta-feira (21) na Câmara Legislativa. Nesta segunda, a presidente da Casa, Celina Leão (PPS) convocou reunião extraordinária da CPI da Saúde para abordar o assunto.

 

G1