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Deputados defendem concursados em administrações regionais. Wasny pede transparência

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27/04/2016 4:11


Crédito: Carlos Gandra/CLDF

A ocupação de cargos por servidores concursados nas administrações regionais do Distrito Federal foi defendida por distritais na sessão ordinária da Câmara Legislativa nesta terça-feira (26). Para os deputados Professor Reginaldo Veras (PDT) e Chico Leite (Rede), isso asseguraria uma maior profissionalização dos serviços e a continuidade das políticas. Ambos fizeram um apelo ao governador Rodrigo Rollemberg para que trate da matéria no projeto sobre as eleições para administradores.

O assunto foi levantado em plenário pelo deputado Prof. Reginaldo Veras, que citou dados de uma pesquisa do IBGE sobre o perfil dos municípios brasileiros mostrando os percentuais de cargos comissionados, de livre provimento, em todo o País. Segundo informou, o Estado de Goiás abriga os 20 municípios com o maior número de comissionados. “Mas as administrações regionais do DF superam todos esses lugares: algumas chegam a ter quase 100% dos cargos ocupados por comissionados”, alertou.

Em sua opinião, isso envolve vários problemas. O primeiro deles, para o deputado, é que os comissionados acabam ocupando as vagas dos concursados. O segundo é que as indicações alimentariam as negociações por cargos entre os poderes Executivo e Legislativo, e o terceiro é que acaba havendo “a descontinuidade dos serviços”. “Quando ocorre a troca dos cargos, rompe-se a prestação dos serviços. É preciso regulamentar o percentual de vagas para concursados”, disse Veras.

O deputado Chico Leite também cobrou a regulamentação do percentual de cargos ocupados por servidores concursados nas administrações regionais. De acordo com ele, 75% dos cargos deveriam ser ocupados por pessoas selecionadas por meio de concurso público, “em defesa do patrimônio e de um serviço de qualidade”.

Wasny discordou e pediu transparência

Já o líder do PT na CLDF, deputado Wasny de Roure,  estranhou a medida e questionou “a lógica da contabilidade do governador Rollemberg”, que teria declarado que as nomeações não representam aumento de gastos.

Na opinião de Wasny de Roure, a proposta do governador de redução da máquina pública não se efetivou. Segundo ele, o governo deveria explicar com maior transparência o que significam estas nomeações, respondendo à sociedade sobre o aumento de gastos.

Denise Caputo e Luiz Cláudio – CCS