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Salva-vidas de todo país chegam a Brasília em busca da regulamentação da profissão

Postado por Simone de Moraes

9/11/2015 20:32


Crédito: Pedro Barretto

Amanhã, dia 10/11 entidades de salvamento aquático de todo país estarão presentes em Brasília para trabalhar a organização do salvamento aquático nacional tendo como tema principal a regulamentação da profissão de salva-vidas. Inicialmente, as entidades que representam os salva-vidas (Associações, Cooperativas e Sindicatos), farão um encontro com os membros da comissão, para unificar o discurso em torno da pauta comum. Á tarde a comissão tem agenda com vários senadores para esclarecer as demandas da categoria, principalmente os senadores que compõe as comissões (CDR, CCJ e CAS), envolvidos na PLC 42/2013.

Para o encontro estão confirmadas as presenças de lideranças da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins, e ainda por confirmar Espírito Santo, Mato Grosso, Pernambuco e Santa Catarina. O grupo afirma ainda que entre a pauta está a formação de uma entidade que aglutine as entidades dos estados em uma grande entidade nacional. E para tal pretende buscar e até formar lideranças em todo território nacional.

Para Pedro Barretto, presidente da ABASA – Associação Baiana de Salvamento aquático ABASA, “nossa categoria, nosso trabalho altera o destino de muitas famílias ao longo do país. A presença ou ausência de um salva-vidas muitas vezes é o motivo de vida ou morte. Ter a atividade regulamentada é fundamental para garantir a segurança dos ambientes aquáticos. ”  Para ele a regulamentação é uma necessidade não só dos profissionais, mas de toda sociedade. Ele afirma ainda, que o profissional salva-vidas é um alterador de destinos e que quando atua geralmente impede a destruição de ao menos um lar. “Muitas vezes nós chamamos alguém mais para o raso em uma praia ou lago pedimos para alguém sair da corrente de retorno. Isso além de impedir que esta pessoa se coloque em risco serve de fator preventivo a todas as outras que viram aquela ação. ” afirma.
Para Eduardo Fortunato, presidente do SINPROSAESP (Sindicato dos profissionais de Salvamento Aquático do Estado de São Paulo) a regulamentação já demorou muito. “Regulamentação Já. Nossa missão é sublime e nosso suor tem que ser reconhecido. Vivemos para salvar vidas. Vamos unir o Brasil e cobrar o nosso valor. Não podemos mais esperar”, disse.
Alexandre Braga, que é o presidente da COOPERSALVA (Cooperativa de Trabalho Especializada em Salvamento Aquático, Manutenção e Tratamento de Águas de Piscinas) coloca a fragilidade de uma relação de trabalho sem a devida regulamentação. “Hoje os profissionais do salvamento aquático trabalham longas jornadas sob o sol, em condições insalubres e muitas vezes sem equipamentos de proteção individual e coletivos, sem contar a pressão psicológica à que são submetidos por empresários que exploram o serviço terceirizado engordando os seus bolsos e pagando migalhas aos profissionais que colocam suas vidas em risco para salvar pessoas que se quer conhecem.”
Eles pretendem fazer corpo a corpo com os senadores e buscar apoio também na Câmara para onde o projeto deverá ser reencaminhado se aprovado no senado. “Nosso grupo chega em Brasília no dia 10 alguns não poderão permanecer por muito tempo, salva-vidas ganha muito pouco para se manter em uma viagem como esta, mas alguns de nós permaneceremos até o dia 12 buscando falar olho no olho com cada um destes senhores que fazem as nossas leis. É preciso tocar o coração deles. Quanto vale a vida de um filho nosso? ” Declara Leidivan dos Santos, presidente da SALVTO (Associação dos Salva-vidas Civis do Estado do Tocantins).

 

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