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Setor da construção civil critica “gargalos” para liberação de obras

Postado por Simone de Moraes

1/06/2012 13:16


Crédito: F

Empreendedores do setor da construção civil  defenderam em audiência pública,  na tarde desta quinta-feira (31), no plenário da Câmara Legislativa, que o governo adote providências para acelerar o processo de liberação das obras a serem realizadas no DF. A iniciativa foi do deputado Chico Vigilante (PT), que defendeu a necessidade se eliminar os "gargalos", que segundo lamentou, "criam dificuldades para a construção civil ajudar no desenvolvimento da cidade, com a geração de renda e emprego".

O deputado Chico Vigilante ressaltou que o debate de hoje era a continuação de outra audiência pública realizada pela Câmara Legislativa para discutir aquelas mesmas questões. Destacou que  entre os principais problemas enfrentados na construção civil estão, por exemplo, a liberação de alvarás para o início das obras, como também os entraves para a concessão de energia elétrica.

O deputado Dr. Michel (PSL), vice-presidente da Câmara Legislativa, criticou duramente o que chamou de diferença de tratamento para os "empreendimentos nobres", citando o caso do Noroeste ,e "os dos pobres", citando o caso de loteamentos populares nas áreas de Ceilândia e Sobradinho. "Os órgãos ambientais não deixam sequer os pobres colocarem um poste na frente das suas casas. È a maior dificuldade", protestou.

As reclamações dos empresários foram ressaltadas pelo presidente da Indústria da Construção Civil do DF, Júlio César Peres. Reafirmou a preocupação com a liberação mais rápida das obras, ao defender a negociação de um pacto, entre governo e empresários, para que as exigências, como as licenças ambientais e alvarás, sejam aprovadas em menor tempo. "Não existe prejuízo maior para a economia do que obras paralisadas", lamentou.

O presidente do Clube de Engenharia de Brasília, João Carlos Pimenta, fez um alerta para a gravidade da situação, em debate. "As empresas vêm sofrendo escassez e muitas delas podem desaparecer por inanição", analisou, enumerando vários problemas para o setor da construção civil, como a falta de contratos pela não-liberação de recursos financeiros.

Também quem reclamou muito dos chamados "gargalos" na construção civil foi o representante da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Elson Ribeiro:"A demora para a liberação das licenças ambientais é um absurdo. Muitas vezes os recursos retornam para suas origens, sem serem utilizados, em virtude das dificuldades criadas pelos órgãos controladores", advertiu.

Energia – O diretor de engenharia da CEB, Mauro Martinelli, reconheceu os problemas enfrentados pela empresa para suprir a demanda crescente de energia elétrica, como nos casos dos novos loteamentos criados ao longo dos últimos anos, que enfrentam restrições ambientais. Defendeu  a necessidade de a empresa resolver seus problemas de infraestrutura para garantir a expansão dos serviços.

 

 

 

 

 

 
Zildenor Ferreira Dourado – Coordenadoria de Comunicação Social

 

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