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TITULO DA CAMPANHA

Segunda edição da Marcha das Vadias em Brasília será no sábado (26)

Postado por Simone de Moraes

24/05/2012 13:28


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Neste sábado (26) Brasília realiza paralelamente a várias cidades do país a Marcha das Vadias, uma mobilização contra ações e palavras de agressão às mulheres. Em 2011, a primeira edição da Marcha das Vadias do Distrito Federal reuniu mais de 2 mil pessoas marchando por uma sociedade sem violência contra a mulher. Este ano são esperadas cinco mil pessoas para a marcha, que deve começar às 13h, em frente ao Conic.

A Slut Walk ou Marcha das Vadias é um movimento que acontece desde 2011 em diversos países do mundo e surgiu em repúdio à atitude de um policial no Canadá, que falando sobre prevenção do estupro, sugeriu que as mulheres evitassem se vestir como vadias, para não se tornarem vítimas de estupradores.

De acordo com dados da organização local da Marcha, apenas no ano passado, foram abertos cerca de 684 inquéritos policiais em crimes de estupro no DF, o que dá uma média diária de duas mulheres violentadas. O movimento lembra que ainda há várias mulheres e meninas abusadas cujos casos não são notificados desconhecemos.

Liberdade – A carta Manifesto prega a liberdade de expressão feminina. “Toda mulher já foi ou será chamada de vadia um dia. Para isso, basta que ela tenha uma atitude mais assertiva diante de um comportamento opressor. A Marcha leva esse nome para que as mulheres não se constranjam diante desse termo”.

O movimento afirma ainda que “se ser livre é ser vadia, somos todas vadias. Por isso, marcharemos para que não restem dúvidas de que nossos corpos são nossos, não de qualquer homem que nos assedia na rua, nem dos nossos pais, maridos ou namorados, nem dos pastores ou padres, nem dos Congressistas, nem dos médicos ou dos consumidores. Nossos corpos são nossos e vamos usá-los, vesti-los e caminhá-los por onde e como bem entendermos. Livres de violência, com muito prazer e respeito!”

Leia a Carta Manifesto de 2012 na íntegra aqui

Mais informações no Blog da Marcha, no perfil do facebook, no Twitter e Tumblr da Campanha "Feminista por quê?".

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