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O grande elefante branco da capital do Brasil

Postado por Simone de Moraes

31/05/2012 14:24


Crédito: Blog do Claudemir Andrade

Por Brunna Guimarães – O Estádio Nacional de Brasília – Mané Garrincha – que receberá sete jogos da Copa do Mundo de 2014, deveria ser o mais barato do País. Com orçamento previsto de R$ 671 milhões custaria até 40% menos que as demais arenas que estão sendo construídas ou reformadas no Brasil para o mundial. Porém duas publicações no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) chamaram a atenção da deputada Eliana Pedrosa (PSD), na tarde de ontem (30). Nas novas publicações, ambas da Novacap, o valor da empreitada chega agora custar mais de R$ 822 milhões.

O montante que já ultrapassa os R$ 800 milhões tidos como valor final da construção pelo Governo do Distrito Federal (GDF), faz com que o estádio da Brasília de mais barato passe para a terceira colocação de arena mais cara, atrás somente do de São Paulo e Rio de Janeiro.

A primeira publicação prevê ao processo original da construção um acréscimo de R$ 105.127.095,12. O valor, segundo a Novacap, é para respectivos “quantitativos de serviços de estrutura, alteração do serviço de alvenaria de bloco cerâmico para bloco de concreto, repactuação dos serviços de impermeabilização de parede sujeita a umidade de solo e tinta asfáltica”. Já a outra publicação trata da contratação de uma empresa para “assessoria de tecnologia de estruturas para reforma e adaptação da cobertura do Estádio Nacional de Brasília”. O valor do contrato é de R$ 134.500,00.

Membro da Comissão Especial da Copa do Mundo de 2014, a parlamentar pediu cópia dos processos e vai analisar a questão. “Acho estranho contratar uma assessoria para reformar algo que ainda nem está pronto. Além disso, o estádio veio abaixo e está sendo totalmente reconstruído. Tudo é para ser novo”, afirmou Eliana, que já visitou as obras do Estádio e acompanha tudo de perto.

Segundo o relatório do TCU, algumas cidades-sedes como Natal, Manaus, Cuiabá, incluindo Brasília correm um sério risco de ficarem com "elefantes brancos" após a competição, já que a rentabilidade pode não arcar com os custos de manutenção.

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