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No ar, mais um Capítulo de Cachoeira de Emoções: Nos bastidores da Política.

Postado por Simone de Moraes

3/05/2012 23:09


Crédito: Reprodu

Capítulo V – Nos bastidores da Política

 

Depois de tantos capítulos emocionantes, finalmente estaremos no Congresso Nacional onde nosso já conhecido Senador Demóstenes Torres (Sem partido-GO) movia as peças e dava as cartas que marcava com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

No decorrer da trama, aos poucos vamos percebendo que Cachoeira na verdade era o grande manipulador dos marionetes que espalhou pela política, ao atar governadores, senadores, deputados, vereadores, empresários e quem mais pudesse precisar de seus favores e presentes. No fim das contas, quem mandava e desmandava era o contraventor, a um nível tal que fica difícil encontrar alguém que não esteja emaranhado nos fios do titereiro (+).

Do que foi revelado até o momento no inquérito da Operação Monte Carlo, que é desdobramento da Operações Vegas, Cachoeira atuava como se fosse um presidente em um poder paralelo, comandando negociatas em governos, prefeituras e através do Senador, chegava às raias da república (+).

No universo paralelo criado pelo contraventor coube até a tentativa da compra de um partido político, para ampliar a atuação do esquema. Reza a lenda, segundo o inquérito, que numa conversa gravada em maio de 2011, Cachoeira e Idalberto Matias, o araponga Dadá, citaram algumas legendas pequenas, dentre elas o PRTB e o presidente nacional do partido, Levy Fidelix, que nega conhecer Cachoeira e Dadá, a quem chama eventualmente de Didi e Dedé, classificando o episódio como factoide e dizendo que o PRTB é o filho dele.

Com ou sem um partido específico, o trânsito de nosso titereiro era fácil entre várias legendas, indo da direita à esquerda, através de algumas figuras que rifaram a ideologia que deviam seguir quando se filiaram a seus partidos, à custa de dinheiro, presentes e favores. Das tentativas de entrar no Palácio do Buriti do Distrito Federal (+) à efetiva participação dentro do Palácio das Esmeraldas em Goiás, o inquérito revela que Cachoeira, além de prestar alguns favores ao governador Marconi Perillo (PSDB), como a compra de uma casa e propina entregue em caixas de computador, o contraventor chegou a se passar pelo amigo em telefonemas interceptados para negociar benefícios para Delta Construções.

Para apimentar a trama, depois de certa polêmica e algum jogo de empurra, nossos parlamentares instalam uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e Cachoeira sai das coxias e chega em pessoa no Congresso Nacional, mas sentado no banco dos réus.  

Sairão dos bastidores desta novela, gente que andou escondida, outras que ficaram esquecidas. Por exemplo, surge uma figura que andava meio no ostracismo da dramaturgia política do Brasil: De caçador de Marajás a Bedel fracassado (+) da CPMI, o primeiro presidente a sofrer impeachment, ser execrado pela opinião pública, até voltar para o senado nos braços do povo, Fernando Collor de Melo (PTB-AL), 20 anos depois sai dos bancos dos réus sentando-se gloriosamente no júri.

É neste Capítulo que estarão reunidos todos os segredos e personagens desta história como os grampos no Mensalão, o misterioso Marconi Perillo, o Conglomerado de Imprensa Cachoeira (+)e até mesmo o vazamento de informações travestido de furo jornalístico protagonizado pelo neófito Brasil 247. Como coadjuvante, a chamada imprensa alternativa (+).

Os trabalhos já começaram e o contraventor, que teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados desde 2002, possivelmente será ouvido no dia 15. Já Demóstenes deve ser ouvido pela CPMI no dia 31. Quanto aos governadores citados no inquérito, o de Goiás, do DF e do Rio de Janeiro, se forem ouvidos, deverá ser em uma segunda etapa da CPMI, que de acordo com Odair Cunha (PT-MG), relator da comissão, está prevista para junho.

O plano de trabalho inclui os depoimentos dos delegados que conduziram, na PF, as operações Vegas e Monte Carlo, Raul Alexandre Marques Sousa e Matheus Mella Rodrigues. A CPMI também aprovou os depoimentos dos procuradores da República Daniel de Rezende Salgado e Lea Batista de Oliveira, além de mais sete pessoas investigadas nos inquéritos.

No rol de testemunhas não está o nome do dono da Delta Fernando Cavendish. De acordo com o relator, inicialmente o foco da CPMI estará voltado para as atividades da construtora Delta na região Centro-Oeste. A comissão aprovou a convocação do gerente da Delta Centro-Oeste, Cláudio Abreu, para o dia 29 de maio.


Não perca o próximo e emocionante Capítulo de Cachoeira de EmoçõesE o povo Brasileiro?

Não perca o primeiro capítulo de Cachoeira de Emoções: O Senador.

 

Leia mais um capítulo de Cachoeira de Emoções: Os Arapongas.

Leia mais um capítulo de Cachoeira de Emoções: A Imprensa.

 

Leia mais um capítulo de Cachoeira de Emoções: O Judiciário

 

 

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