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Apesar de pressão da imprensa, Lupi fica

Postado por Simone de Moraes

1/12/2011 17:45


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A mídia tem tentado incessantemente fazer a reforma ministerial, mas a presidenta Dilma Rousseff não parece estar suscetível às orquestrações. Hoje ela pediu à Comissão de Ética Pública da Presidência da República explicações para os motivos do órgão em recomendar a demissão do ministro do Trabalho, Carlos Lupi. A decisão foi tomada após uma reunião de Dilma com Lupi, na manhã desta quinta (1º).

A ministra-chefe da Comunicação da Presidência, Helena Chagas, informou que Lupi será mantido no cargo e acrescentou que Lupi disse à Dilma que vai apelar à comissão para que reconsidere a recomendação de demissão. Segundo a ministra, Dilma quer verificar pessoalmente todos os elementos, analisados pelos conselheiros da comissão na reunião de ontem (30) que levou à recomendação da demissão. Ela também quer ter em mãos a ata com as observações feitas durante o encontro.

O qui-pro-quo entre o Planalto e a comissão começou ontem, com uma recomendação da comissão, tomada por unanimidade, recomendando a exoneração do ministro à presidenta. Segundo o presidente da Comissão, Sepúlveda Pertence, a recomendação se dá por “explicações não satisfatórias” dadas por Lupi e por respostas “inconvenientes” à própria Comissão, ao Congresso e à imprensa. De acordo com Pertence, essa é a sanção que a Comissão pode aplicar ao ministro. Além da recomendação de demissão, a Comissão também fez advertência a Lupi.

De acordo com Sepúlveda Pertence, sobre Mário Negromonte (PP-BA), ministro das Cidades, também alvo de denúncias da mídia na pasta que comanda, não houve abertura de processo.

Influência da Mídia – A decisão foi tomada com base em reportagens sobre o suposto esquema de favorecimento e cobrança de propinas no Ministério do Trabalho e o uso irregular de um jatinho alugado pelo empresário Adair Meira, durante viagem ao Maranhão. O empresário é responsável por organizações não governamentais (ONGs) que mantêm convênio com o Ministério. 

Na edição de hoje da Folha de São Paulo há a informação de que Lupi ocupou, por quase cinco anos, dois cargos de assessor parlamentar em órgãos públicos – na Câmara dos Deputados, em Brasília, e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Já no Jornal Hoje, Sandra Anemberg deu a notícia com um tom jocoso, questionando porque Lupi não foi demitido.

Nas entrelinhas, parece que a grande imprensa tem a demissão de Lupi como favas contadas, já que o Planalto assentiu às recomendações feitas anteriormente sob o apelido de “faxina”. O que fica cada vez mais claro é que a grande mídia no Brasil tem agido como se fosse órgão do Executivo, com poderes de decidir quem fica e quem sai nos ministérios.

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